domingo, 30 de dezembro de 2012

He is coming!

Ele chegou, assim, como quem não quer nada.
E no calor de um abraço, tomou vários corações. Ele veio trazendo esperanças, novos sonhos, desejos e recomeços. Ele te faz pensar, revirar lembranças boas e ruins, ele quer que você aprenda com seus erros e vibre com suas vitórias. Ele quer que você sonhe e faça coisas melhores acontecerem, porque uma intenção não é nada sem uma atitude.
Ele trará altos e baixos. E você vai rir e chorar também. E ninguém sabe o que mais especificamente ele trás. Apenas se sabe que ele chega, e 365 passos depois ele se vai, já gasto, para que um novo possa vir, novamente trazendo esperanças e sonhos e intenções...


Então, 2012 já está se despedindo. E o que você fez?
Se não saiu como você esperava, simplesmente não espere nada, faça o que puder para acontecer.
Você percebe? Bom ou ruim, ele acaba e um novo ano vem. Como tudo na vida passa. Como tudo na vida é imenso e breve. Dia após dia, e logo mais um se passou. E sabe-se lá quantos você ainda tem pela  frente.
Então sorria. Viva seus sonhos.
São os votos de Pequeno Frasco para você em 2013; delicie-se!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Cactos e a Rosa

A rosa não se apaixonou pelo cravo.
Ela se apaixonou pelo cactos. Compreendia seus espinhos.
A rosa, toda boba, acha-se forte e protegida com seus meros espinhos. O cactos, riu da sua pose de durona ao ver toda sua senbilidade e delicadeza. Era uma pobre flor indefesa a rosa. Não tinha coragem de machucar uma formiga que fosse, o que tornava fácil demais contornar seus poucos espinhos para aproveitar do seu perfume. E a rosa, por sua vez, riu-se do cactos, que com todos aqueles seus espinhos, achava que podia esconder-se da dor.
O cactos não se achava capaz de se apaixonar. Conhecera muita maldade e traição em seu caminho árido, por isso exibia seus espinhos, imponente, para que ninguém pudesse se aproximar e se aproveitar dele. Mas a rosa, teimosa que só ela, aguentou firme cada farpada. Com seus espinhos a principio tentou em vão se defender. O cactos expunha sua fragilidade, e a rosa ficava corada de raiva. E foi não só por sua coragem, mas por sua delicadeza que enfim o cactos se rendeu. E ele, que por tanto tempo seu único temor era de ser ferido, agora só temia machucar a fragil rosa. Ela não merecia. Merecia alguém que a protegesse, então ele a protegeu de si mesmo. Mas ao ver a rosa chorar, pela primeira vez chorou também, e soube que não podia mais dela se afastar.
Seguiram então, com seu romance cheio de farpadas e muitas, mas muitas alegrias. Compreenderam enfim, que é possivel contornar qualquer espinho, quando a necessidade de se estar junto, é maior do que a de estar protegido de tudo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Verdadeiramente

Preciso ir dormir.
Mas a cama está vazia demais. E minha cabeça, cheia demais.
Já se foram os bons tempos, quando ursinhos de pelúcia preenchiam todo o vazio e afastavam os monstros e os medos. Eu fui perdendo o medo do escuro quando descobri que os verdadeiros monstros estão dentro de cada pessoa. E eles ainda podiam abafar meu choro quando o tempo foi passando e tomando toda a fantasia que ainda restava. Pensando assim, preferia os monstros que moravam em baixo da minha cama. Eram mais fáceis de enfrentar.
Hoje eu tenho medo principalmente de perder as pessoas que eu gosto, de não fazer por merecer, de perder tempo, de ser afetada pela maldade alheia. Eu tenho medo de falar de amor. É que o amor é uma coisa tão bonita, e tem sido tão banalizada, que eu tenho medo de acabar sendo banal também. E ainda me acham revoltada quando eu digo que não existe amor. Existir, existe. Está escondido em uma carta perfumada no fundo da gaveta. Perdido entre as flores secas que marcavam os livros. Nos poemas piegas nas últimas folhas dos cadernos. No pensamento de quem sente, algo tão profundo e verdadeiro, que tem medo de expressar.
E os falsos amores estão por aí, em cada esquina, declarando amor eterno com a boca cheia de juras que nem pensam em cumprir.
Com o que é verdadeiro, eu aprendi que não há palavra que expresse, nem promessa que valha, ver no sorriso do outro, nossa própria felicidade espelhada. Que não há tempo o suficiente para separar, ou para saciar a vontade de se estar junto. Nem há distância que afaste, porque o que é verdadeiro, está dentro. E não precisa ser declarado aos sete ventos pra provar sabe-se lá o que para quem não tem nada a ver com isso. E enfim posso dormir tranquila, porque os verdadeiros sabem quem são.


Post comemorando mais de 1500 acessos ao blog!
Fico feliz que tenha bastante gente lendo e se identificando com as minhas histórinhas. Obrigado a todos que me incentivam a continuar escrevendo, porque escrever para mim é um sonho se realizando.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A arte do adeus

Tem dias em que é mais difícil te dizer adeus. Mesmo sabendo que apesar todas as incertezas da vida, não é um adeus definitivo. É só um até logo, a gente se vê. Mas tem dias que a gente tem que ignorar o coração que fica apertadinho na despedida. Tem que seguir adiante olhando firmemente para frente, porque uma espiadela para trás e o coração já vacila outra vez. A gente tem que aprender a ser mais forte e menos egoista, pra dividir com o mundo o que não nos pertence, porque ninguém pertence a ninguém. Eu queria poder passar a tarde toda, a noite toda, a vida inteira, só ouvindo o som da sua respiração. Mas a hora passa e o dever chama, e a gente fica assim, sem saber o que dizer na hora de mais um adeus. E que não sobrem palavras que não foram ditas, sobrem apenas sorrisos e saudades.
Pra quantas coisas e pessoas a gente tem que dizer adeus ao longo da vida, até que seja nosso adeus definitivo? Tantos lugares, escolas, parques, cidades, amigos, familiares, sonhos, bichos e carros... Às vezes dói muito dizer adeus. Mas é a única coisa que podemos fazer, quando a vida te toma alguém que se ama, ou muda de repente de direção. A vida é longa, mas o tempo é curto. E quanto tempo temos até nos tomem a próxima coisa? Quem somos nós, relis mortais, para falar de amor? O amor só dói por causa do adeus. E o adeus, é o preço que se paga por ser livre. A vida é cheia dessas contradições. E incertezas.
Mas de todas as incertezas da minha vida, você é a que eu mais gosto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Essencialismo

Me fazer feliz é fácil demais.
Basta um abraço, um colo, um chocolate, uma flor. Pra me tirar um riso sincero basta me fazer uma graça sincera também. Eu gosto de olhos nos olhos e mãos nas mãos. Eu gosto da simplicidade das coisas. Não gosto de gente que custa caro, que quer saber do preço de tudo, mas não sabe o valor de nada. O meu valor eu sei. E ele é bem alto. Porém sem me humilhar eu não perco a humildade, e a humanidade.
Cometo erros, perco o controle, choro e grito também fácil demais. Mas faço minhas as palavras de Marilyn Monroe, e se você não sabe lhe dar com o meu pior, então com certeza não merece o meu melhor. Simples. Complicado. Intenso.
Amigos eu tenho pouquíssimos. Mas me orgulho muito de mantê-los. Às vezes distantes, às vezes por perto, mas sempre bons amigos. Às vezes me canso, e às vezes sou cansativa.
Eu sei que não é nada fácil lhe dar comigo. Eu mesma não me arriscaria, embora seja obrigada a conviver diáriamente com toda essa minha inconstancia. Apenas deixo fluir. Não há com o que discutir.
O essencial é ser feliz.
Se não pela coerencia, que seja pelo caos mesmo.
E pelos abraços, e sorrisos, e sinceridades...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jogo da vida

Quantas pessoas erradas passam pela sua vida até que você aprende a diferencia-las das certas?
Quantas vezes a gente precisa se decepcionar com pessoas que a gente confia até aprender a lição? Quantas vezes temos que quebrar a cara para que finalmente possamos entender que as pessoas são imperfeitas e os caminhos são dificeis?
Sabe a pessoa certa? Ela vai te decepcionar as vezes também. Até você vai chegar a se decepcionar qualquer hora. Mas a questão é, o que você vai aprender com isso?
Você sabe que a dor é inevitável. Mas transforma-la em algo bom ou ruim, isso é você quem faz.
E aí, o imprevisto acontece e a pessoa certa te encontra, e então você percebe que a hora é errada. Vou te contar um segredo: A hora só será certa quando você acertar os ponteiros com você mesmo. Ajuste seu relógio interno e faça as pases consigo.
Existem diferentes situações, pessoas diferentes, momentos e lugares diferentes, quem vai dizer - e fazer - serem certas ou não, é apenas você. Sem essa de destino, acaso, sorte, azar... A vida te dá o tabuleiro cheio de caminhos que se cruzam, por onde outras pessoas vão ir e vir, mas as regras meu caro, é você faz.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Coisa rara

Coisa rara hoje em dia é ver lealdade, sinceridade e cumplicidade nas relações. As pessoas carregam tantos traumas, e medos, e egoismos, que se esquecem de fazer valer a pena.
Mas daí você se depara com um casal fazendo bodas de prata, de ouro, crescendo e envelhecendo juntos. Você vê um casal que ultrapassou barreiras, o tempo e a distância para se estar junto. Você vê que ainda há pessoas dispostas e então você se pergunta, por que não eu?
Com tantos tropeços em pessoas desinteressantes e desinteressadas, fica difícil de acreditar. E vamos ser realistas, há uma grande possibilidade de você não encontrar essa pessoa especial. Mas se encontrar, agarre, faça valer a pena. Mas faça agora, porque amanha pode ser tarde demais.
Amanha, não cabe a nós e aos nossos planos tão falhos decidir o que será. Então, não dependa do que não depende de você para ser feliz. Se comprometer com alguém significa compartilhar emoções, vivencias, dúvidas e medos com alguém totalmente diferente de você. Por isso não cobre nem prometa nada. Mas se comprometa mesmo assim. Se você não arriscar, não vai saber o que o poderia ser. Acredite, a dor do que se foi não é nada perto da dor do que poderia ter sido.


As fotos de hoje são do casamento dos meus pais.
Dia 22 de outubro de 1988, 24 anos atrás. Eles ainda estão juntos e continuam brigando e fazendo as pazes como adolescentes bobos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dia cinza



Hoje eu acordei e o céu estava cinza. Paracia acompanhar o meu humor. Vesti uma blusa cinza de meia estação e coloquei um lenço cinza no cabelo. Talvez, se olhasse com muita atenção, alguém poderia ver o cinza até nos meus olhos. Por alguma razão, eu não encontrei o brilho deles hoje quando acordei.
Posso fazer minhas as palavras do Cazuza, porque "hoje eu acordei com sono e sem vontade de acordar, como pode alguém ser tão demente, porra louca, inconsequente, e ainda amar?"
E há dias de céu azul e nuvens branquinhas, quando fica mais fácil simplesmente amar. Deitar na grama e sentir o sol. E nem as formigas, vespas ou pernilongos me impediriam de aproveitar.
Mas hoje o dia estava cinza. E eu teria que ficar o dia todo sentada numa sala claustrofóbica, olhando pela janela um dia cinza. Sem a esperança de que, no final do dia, pelo menos eu pudesse procurar abrigo nas nuvens branquinhas do céu azul.
O mais difícil de dias assim, e de todos os outros dias se você quer saber, é conviver com a gente mesmo. Quando a gente aprende, se um dia a gente aprender, todas as relações ficariam mais fáceis. Na teoria é isso. Mas afinal, quem é que consegue se suportar o tempo inteiro? A gente nem mesmo se conhece por inteiro, quem dirá se aceitar por inteiro...
E se te disserem o contrario é mentira. Ninguém está em paz e contente o tempo todo. Todo mundo tem dúvidas e tem vontade de mandar tudo pra ponte que partiu de vez enquando. Todo mundo perde a calma e faz as coisas de cabeça quente. Todo mundo, deveria entender que todo mundo tem seus dias ruins.
E hoje, justamente hoje, o meu dia está completamente cinza.

Da próxima vez, eu me mando. Que se dane o meu jeito inseguro...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Segredos da vida

Gata, eu vou te vou contar um segredo: Você vai se magoar de novo.
E no meio da dor, você vai pensar que não vale a pena amar. Você vai querer se dar um tempo, vai querer fugir e fingir que não ama mais ninguém. Vai esquecer de dar a valor a quem de verdade te dá valor. E essa é ironia da dor. É querer ser consolado justamente por quem tanto te magoou.
Mas quando você estiver chorando quieta em seu quarto, lembre-se que nada no mundo é mais importante do que o seu próprio sorriso. E que não, esse não é o fim do mundo. É bem provável que coisas piores virão e do mesmo modo passarão.
Aprenda a dar valor a quem faz dos seus sorrisos espontâneos e sinceros, não a quem ou o que te faz triste e cansada. Coisas boas e ruins vivem indo e vindo, então deixe fluir. Diga a dor e a tristeza que elas não te pertencem e as deixe partir. Só assim haverá espaço para coisas boas entrarem e, principalmente, para evoluir.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Felicidade


Felicidade.
Foi a palavra exata que encontrei para definir o que estava sentindo. Era um daqueles raros momentos da vida que essa palavra define em vez de procurar definição.
O que é felicidade? O que te faz feliz? Passamos tanto tempo buscando a resposta para essas e outras tantas perguntas que muitas vezes até deixamos passar, deixamos de saborear esses fatídicos momentos de felicidade. E no entanto ela está ali, pairando sobre nossas cabeças ocupadas, basta que nos permitamos senti-la no lugar de busca-la.
As vezes é preciso dar um tempo. Parar e respirar ajuda e muito.
Eu costumo dizer que felicidade é paz de espírito, é deixar as coisas fluírem. É saber que não importa quão longe você está dos seus objetivos, o que vale é não ficar parado. E não importa o tanto que você errou ou sofreu para chegar até aqui, mas as lições que aprendeu pelo caminho e saber que ainda há muito mais sobre o que irá evoluir.
E a felicidade para mim era estar ali, naquele momento. Era perceber que tudo que eu havia vivido antes tinha valido a pena. Era aceitar que a beleza do momento está na incerteza do amanha. E como é bom viver sem promessas e dívidas.
É claro que havia alguma coisa no sol e no sal daqueles dias iluminados, na lua cheia e no ir e vir das marés. Mas naquele momento, naquele quarto escuro, naquelas mãos dadas e nas palavras sussurradas, essa era a única explicação encontrada; felicidade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tic Tac

Aquele bichinho irritante chamado saudade.
Que me faz querer te ver sempre e sempre mais. Fica ali, me cutucando, desde a despedida até a próxima vez que eu vou te ver. E quando será? Eu quero já, já ela diz.
Que me faz ficar vendo e revendo fotos e mais fotos. Vendo e revendo lembranças, as boas e até as ruins. Só pra te sentir mais perto, mais rápido, mais sempre.
Ah, saudade, como você se apossa de mim tão rápido? E o tempo fica todo confuso, faz parecer horas os minutos, e a semana meses, séculos, não acabam nunca...
E tudo por um sorriso. Um abraço apertado de quem faz tanta falta no dia-a-dia, na correria, mas que chato!
Faz querer que todos os dias sejam sábados, sejam domingos e feriados. Sejam só celebração!
Uma saudade egoísta, que não quer dividir, quer sempre e pra sempre só pra si, até os queridos que já se foram.
Mas a saudade, coitada, o que ela pode fazer contra essa carrasca que é a vida? Toda corrida e exigente, sempre cheia dos seus vai-e-vem.
Só pode ficar aqui dentro, me cutucando e enchendo, até que a gente possa se dar aquela brecha nessa maldita vida corrida.
Mas por favor, saudade, vê se me dá um tempo que esse tempo já anda correndo demais...


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Valeu a pena?

O que você quer ser quando crescer?
A gente ouve muito isso quando é criança. As respostas costumam ser simples, e vão ficando mais claras - ou não - com o passar dos anos. Um dia, mudam a pergunta, mas a intenção continua sendo a mesma: Que falculdade você pretende fazer? Acho que é o fim do mundo de fantasia da criança. Bem vindo ao mundo real, você não vai ser médico, bailarina, professora ou seja lá o que for se não batalhar muito por isso.
Quando somos crianças, queremos muito crescer. Nós fazemos idéia, mas o que realmente gostaremos de ser quando crescer, será ser criança. Porque parece que o tempo voa. E de repente, estamos falando como os velhos sobre a nossa época, que parece que foi ontem, que as coisas mudaram muito... Os dias vão ficando corridos, a distancia vai aumentando, os velhos amigos acabam se afastando, a nostaugia vai aumentando, a saudade vai criando forma.
É engraçado, porque tanta coisa aconteceu e tanta coisa mudou, que parece que fazem séculos que a gente saiu da escola. Mas ao mesmo tempo, "parece que foi ontem" que a gente se abraçava e cantava aquela música a plenos pulmões, dizendo que valeu a pena.
Valeu a pena?
É valeu a pena.
Valeu a pena porque deixou saudades. Deixou saudades porque não poderiamos fazer outra coisa a não ser crescer. Tão natural quanto deveria ser...

Classe de 2006
Eu não sei muito bem onde cada um está agora. Muito menos seus planos, ou se seus sonhos ainda são os mesmos, não faço a mínima idéia da onde chegaram ou pretendem chegar. Mas seja lá onde vai dar tudo isso, nunca se esqueçam que o verdadeiro sucesso é fazer valer a pena.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Traição é traição

Quando o assunto é romance, namoro, relacionamento sério, noivado, casamento, e até separação, lá vem a pergunta que não quer calar: O que é traição? Pode reparar, cada um que você questionar sobre o assunto vai ter uma opinião diferente. Mas seja desencanado, vivido, ingenuo ou paranoico, quando é pra se envolver com alguém, há sempre aquele fantasma da traição assombrando a imaginação da galera.
Na minha inoscente opinião é muito simples, as pessoas é que complicam aplicando suas mil e uma varíaveis. Mas eu ainda acredito que a partir do momento em que você se propõe a ficar com alguém, e só com esse alguém, você tem que ficar só esse alguém, oras. Se não estiver bom conversa, tenta resolver, se não resolver passa pra outra, termina e vai buscar o que tanto te falta, não é justo prender alguém só a você se você não está totalmente preso a ela.


Tudo bem até aí, as variáveis mesmo começam quando você pergunta o que é considerado traição. Pensamentos? Imagens? Desejos? Conversas? Físico? Ou nem isso?
Bom, partindo do príncipio de que não podemos controlar nossos pensamentos e até mesmo alguns impulsos resultantes deles, não considero traição. Como poderia ser traição se são coisas inconcientes? Agora se você alimenta esses pensamentos, ou mesmo desejos, você já está ciente do que está fazendo. Acredito que essa é uma linha tênue que separa o que é um simples pensamento inoscente do que é traição, a ação, a atitude que você toma sobre esse mesmo pensamento.

Entenda, se você está com alguém, você não pode exigir que ele pense apenas em você 24h por dia. Vocês tem vidas e vivencias diferentes, passados diferentes e não dá pra apagar essas coisas. A gente sente ciumes, temos raiva de ex, tudo isso é normal.
Somos seres extramamente egoistas, mas a partir do momento em que se resolve ser egoista juntos, as atitudes que vão ser tomadas tem que ser pensadas em relação um ao outro. Isso não quer dizer fazer uma lavagem cerebral ou botar uma venda nos olhos. É importante saber que o mundo todo continua em seu lugar, e vai continuar girando da mesma maneira como antes.

Eu acredito em ser fiel sim. Se não, não me comprometeria com quem quer que fosse. Somos seres livres, e temos sim o direito de ir vir. Por isso, relacionamentos tem que ser baseados na franquenza, na sinceridade e, fundamentalmente, na vontade de estar um com o outro, e somente com ele. Se não fosse por isso, não haveria porque se prender, prender ao outro, se há tanto céu para voar...

(continua...)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sobre finais felizes

E então, acabou. Foi o que ela disse para si mesma, meio que tentando convece-la. Não havia lágrimas em seus olhos, apenas o cansaço. De tentar e tentar e tentar, um dia cansou. Um dia teria que cansar. Não havia rancores, apenas o gosto amargo das lembranças boas que não o deixavam ir, todas elas cercadas pelas mentiras e desculpas esfarrapadas. Como na primeira vez que ele disse que amava, dois dias antes de beijar outra garota em sua frente.
Ela gostava de acreditar em suas mentiras, gostava de se iludir, gostava do desafio de ser aquela por quem ele mudaria. Mas ele não mudaria.
"O problema não é você, sou eu" - quantas vezes ouvira isso dele, enquanto pedia perdão por mais uma mancada, tentando consola-la por ser um cafajeste. Como isso parecia ironico agora. O problema não era o pobre coitado, ignorante, dominado por seus desejos futeis e pasageiros. O probelma era com ela mesma, que tão desesperada por amar alguém, amou a pessoa errada. Ela que sempre amara tanto a si própria, e agora era igualzinha aquelas bócos que ficam por aí chorando pelos cantos.
Mas agora havia acabado, tinha que acabar.
Olhou para os lados e não havia ninguém. Ninguém que para dizer "eu te disse" ou "vai passar". Quando foi que ela se tornara o caso perdido? Não era ele o incorrigivel? Ela não notou que, enquanto apenas respondia com "eu sei, eu sei" aos conselhos de quem tanto a amava realmente, foi afastando todos eles. Uma por uma das amigas, dos amigos, os garotos que se interessavam por ela, o pai ciumento e super protetor, a mãe super companheira, ninguém aguentava mais vê-la lutar por sua causa perdida. Só ela não percebia. Não percebia que os perdera por cada vez que com o coração em pedaços e lagrimas nos olhos, ela disse que dessa vez seria mesmo o fim, e depois voltava atrás.
Ela nem podia reclamar. Escolheu lutar sozinha e agora nem tinha ideia das incalculáveis coisas que perdera nessas idas e vindas sem fim. Todos os amores e coisas maravilhosas que não viveu porque estava lá, catando as migalhas do amor de alguém que não sabe amar.
Se arrepender não adiantava de nada.
Tinha mesmo era que por um ponto final nessa história torta, cheia de vírgulas e reticencias sem sentido. Porque às vezes um final feliz é isso. É você se levantando sozinha e seguindo a diante.
E então, acabou. É, acabou.



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não existe amor

Como saber que amamos alguém?
A realidade é que a gente não sabe. Até onde é físico, até onde químico, até onde é sentimento... Como controlar ou dimencionar, ou limitar, uma coisa que nem se quer compreendemos?
Amamos nossos pais. Amamos os poucos e bons amigos. E, às vezes, achamos que amamos tanto alguém que até dói. Vou te contar um segredo: não dói. O que dói são as ilusões, as expectativas não realiazadas. Amar não dói.
Às vezes eu acho que o próprio amor é uma ilusão. Sim, é uma ilusão. É idealizado demais, procurado demais, supervalorizado. As pessoas buscam desesperadamente por esse tal de amor, mas não percebem que ele não pode ser simplesmente personificado em uma pessoa.
Essa coisa de pessoa perfeita não existe. Talvez até haja uma pessoa ideal para cada um, mas não será alguém que virá e solucionará todos os seus problemas num passe de mágicas. Não, a pessoa ideal virá para bagunçar ainda mais sua vida, para te deixar louca, te infernizar com aqueles defeitinhos que nem mesmo você sabia que tinha. Mas essa pessoa nunca, nunca, vai te fazer sofrer. Haverão brigas, claro, mas só para que tudo seja resolvido da melhor maneira.
Você não vai perceber quando essa pessoa chegar, então apenas esteja aberta quando a oportunidade aparecer. É claro que assim há um grande risco de atrair as pessoas erradas, mas é preciso saber se manter aberta para deixa-las ir também. Deixar o que for pra ficar, ficar, e o que tiver que ir, ir embora.
Mas se uma coisa eu aprendi com essas idas e vindas, é que não existe esse amor todo pomposo que dizem por aí não. O que existem são provas de amor. E eu não falo de presentes caros e declarações espalhafatosas. Essas coisas, também são passageiras. São pequenos gestos, coisas que pareceriam até banais para quem está de fora, mas que significam apenas uma coisa: eu me importo.

Palavras podem ser falsas, promessas podem ser vazias, dinheiro vai e vem, as coisas mudam, o tempo passa... Nada disso importa.

Mas com você, com você eu me importo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Vivendo e aprendendo

Vivendo e aprendendo. É bem clichê, eu sei. Mas e daí se as coisas são meio clichês mesmo?
Eu andei calada. Apenas observando. Sabe, as pessoas, seus jeitos, eu mesma, os meus jeitos.
É bem verdade que muitas vezes eu me encontro no desespero de querer jogar tudo pro alto, sair correndo e gritando, mas então eu me lembro que eu não tenho mesmo para onde ir e deixo estar.
Deixo estar, porque às vezes o único motivo que eu encontro para seguir andiante com tudo é porque eu deveria mesmo ficar. É porque eu não posso deixar uma coisa ruim me derrubar se tantas outras coisas boas estão aqui para me manter em pé. E eu não posso me apegar aos planos que não se realizaram, as pessoas que me magoaram ou as que simplesmente partiram, me deixando sem resposta, uma vez que o desagepo delas só me levou a dar valor para quem fica, a conhecer pessoas novas e maravilhosas, a ter sonhos ainda mais maravilhosos do que antes.
Adoro quando a vida me surpreende. Adoro ainda mais quando as pessoas me surpreendem, muitas vezes renovando minha fé. Mas o que eu gosto mesmo, é de me surpreender comigo mesma. As lições que eu levo, e as coisas que eu deixo para trás, o modo como hoje me dou com coisas que antes eram capazes de me destruir por completo. Eu sou uma vitoriosa. Eu sei disso por cada passo que eu dou adiante. Eu tenho orgulho de mim, da pessoa que me tornei, e por isso, não mais me importa se alguém se incomoda ou não. Porque alguém sempre vai se incomodar.

Como dizia meu mestre Renato Russo, "Tenho quase certeza que eu não sou daqui".
Mas não vou ficar falando sobre as elouquencias desse mundo hoje não.

Hoje, depois de tanto buscar lugares em que eu nunca coube, eu só quero estar no único lugar do mundo em que eu me encaixo, no teu abraço.

(mimimi, sou uma bichinha cafona e clichê, me processem)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Caderno

Sou uma pessoa que fala muito, mas fala praticamente nada. Nunca termino minhas frases. Tropeço nas palavras e vou tecendo mil e um argumentos aos gaguejos, sem fazer sentido nenhum. É engraçado para quem vê, mas para mim é um tormento! Está tudo lá, pensado e muito bem formulado, mas quando vou abrir minha boca, nada sai como deveria. Esqueço o que queria realmente dizer, misturo pensamentos desconexos e quando vejo, ninguém está entendendo nada, muito menos eu. Que já nem estou mais ali naquele momento, já estou pensando longe, entre o que eu queria dizer, o que deveria ter dito, e o que vou querer dizer depois, além do chocolate que pretendo comer quando essa lenga-la-lenga acabar. As pessoas ficariam supresas com tudo que eu tenho para falar. É uma pena que a maioria delas não tenha paciência para ler, porque quando eu escrevo, aí é diferente.
Escrever para mim é um hobbie, uma paixão. Melhor ainda, é uma terapia. A melhor que já expirimentei. Não existem psicologos, terapeutas, psquiatras, padres, mães de santo, drogas, enfim, nada se compara a isso. Mas entendam, é uma coisa expontânea, que vem do nada, naturalmente. Eu poderia ser uma pessoa mais inteligente e usar isso como uma forma de ganhar dinheiro. Muitas pessoas tem me incentivado a isso minha vida inteira.
"Você deveria ser jornalista"
"Porque você não escreve um livro?"
"Faça uma coletânea das suas poesias"
A resposta é sempre a mesma: um sorriso, um muito obrigado e um vou pensar. E eu já pensei muito mesmo no assunto. Então para mim mesma sempre respondo: NÃO.
Não, porque se fosse para isso acontecer, teria que ser de maneira natural. Dá pra entender? Como tudo na vida, perderia a graça se fosse uma obrigação. E eu não teria mais para onde correr para poder extravasar minhas aflições, explicar meus pensamentos confusos e conflitantes.
Quantas vezes, as lagrimas, corri para meu diário explicar o que estava acontecendo comigo mesma, sim, apenas para mim mesma. São mil cadernos, cheios de textos e poesias, frases e pensamentos soltos, num universo que é só meu. E não há terapia que resolva, nem bom amigo que aconselhe, tudo que aprendi comigo mesma enquanto escrevia. Tudo que ainda aprendo. É mais ou menos o que eu faço aqui, divindo um pouco desse meu mundinho imenso nesse blog.
Sabe, muitas vezes eu tentei gritar a partir dos meus escritos, já que essa é a única maneira que domino de comunicação. Me calaram inumeras vezes. E por muito tempo, eu me senti uma inútil.
Uma inútil que não é boa nos esportes, que nunca chegou em primeiro lugar a lugar algum. Que nunca foi boa em matemática, ou informática, ou física, ou essa coisa toda que dizem que as pessoas inteligentes fazem. Que nunca ganhou um concurso de beleza porque nem se quer foi convidada a participar de um. Uma inútil, porque além das suas poesias idiotas, nunca se destacou em nada na vida. Não, eu não fiquei amarga, pelo contrario, fiquei indiferente.
Um dia, eu deixei de ser a quatro-olhos esquisitinha e idealista. Eu tive que simplesmente me misturar. Hoje, eu sei que só perdi tempo com isso. Hoje, eu simplesmente sou indiferente a toda essa sociedade mesquinha e fútil, que sabe o preço de tudo e o valor de nada. E vocês podem continuar desprezando e rindo, eu simplesmente não me importo.
Escrevo porque faz bem para mim. E também porque faz muito bem para muita gente que se importa. Escrevo porque sei que sou capaz de tocar muitos corações com minhas palavras. Escrevo para abrir corações, e também mentes.
Eu não espero sucesso, fama, dinheiro, nada disso. Se vier, eu agreço, é claro. O fato é que isso tudo é passageiro, mas os meus pensamentos, famosos ou não, esses serão imortais.
E a minha felicidade, essa sim é plena.


O post hoje saiu um pouco mais cumprido, mas mereço um desconto, afinal, hoje é meu dia. Dia do escritor. Sejam anonimos ou não, um grande beijo na buchecha e toda minha admiração a vocês que se permitem viajar nas letras. Sem falar nas pessoas maravilhosas que me inspiram a escrever, e nas mais maravilhosas ainda que me incentivam a continuar escrevendo. MUITO OBRIGADO, mesmo.


"Ah querida literatura, me mantém com com pés no chão e a cabeça nas alturas." - Tayla Sanchez


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Perdendo dentes

Eu achei que seria mais fácil, sabe, essa coisa toda de crescer.
Um dia, as mãos que nos seguravam firmes ao dar os primeiros passos, simplesmente vão querer nos ver andar sozinhos. É natural, mas não é fácil, temos que desapegar dos nossos medos e encarar alguns tombinhos até o dia em que isso será tão natural quanto respirar sempre foi.
É tipo aquele drama todo que fazemos quando tiram as rodinhas das nossas bicicletas e nós nos desesperamos até encontrar o equilíbrio. Ou quando nossos dentes de leite começam a cair, ou os sisos começam a nascer.
É como aprender a dirigir, saber o que fazer com apenas dois pés para três pedais. Coisas na vida que parecem impossíveis de se acostumar, mas que quando nos acostumamos, se tornam mais do que naturais, automáticos. E quanto tempo da vida passamos no piloto automático?
Até que a vida mais uma vez nos acorda com um tapa, e você tem que aprender a se adaptar as coisas novas de novo. Um novo emprego, um novo vizinho, um novo namorado, uma doença, um filho, um novo carro, uma nova lei, uma nova lingua.
E você nunca está pronto para andar, até que te largam sozinho. Nunca está pronto para andar de bicicleta, até que tiram suas rodinhas. Nunca estará pronto para mudar, mesmo que para melhor, até que a vida te imponha uma nova situação em que isso será necessário. Nunca vai amadurecer, se não passar por situações que te façam sofrer.
E depois, quando o pior passa, a gente percebe que tinhamos mesmo que passar por isso, e isso é amadurecer. É tirar lições onde outros só veriam dor.
E que toda essa dor nos ensine muito sobre a vida. Mas que ela passe logo também. Que nos reste sempre um sorriso a mais apesar disso. Que essa força toda nos leve a ir cada vez mais longe, e que o medo do incerto nunca nos paralise, pois tudo que passamos são pequenas provas de que podemos fazer coisas grandes. 



 "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."
 Eu não sei quem falou isso, mas faz todo o sentido.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pontes indestrutíveis

Você pode até chorar, mas tem que se acostumar com a idéia de que eu vou arranjar um jeito de fazer piada e te fazer rir por isso. E eu sentirei a sua dor, ainda que não demonstre para não te fazer sofrer mais ainda. A verdade é que eu queria poder segurar cada lágrima sua. Queria poder te proteger de todo mal com meu abraço. Mas infelizmente eu não posso impedir suas lágrimas de cairem, então pretendo sempre transforma-las em algo mais bonito.
Você pode ser diferente de mim, ter um outro jeito de pensar e de levar a vida. Tudo bem, nós até vamos nos desentender por isso, mas em seguida estaremos rindo novamente. Mas se alguém ouzar brigar com você pelo mesmo motivo, eu vou te defender.
Você pode ir embora um dia, mas se for verdadeiro, você nunca deixará meu coração. E ainda que mil verões se passem, eu sempre me lembrarei com um carinho imenso de você, seja lá onde você esteja no final de tudo.

Nossa percepção sobre o que é o amor muda muito conforme crescemos. A vida é cheia de coisas fúteis e passageiras. As pessoas são fúteis e passageiras. Sorte de quem tem a coragem de se apegar, e ficar. O que é cada vez mais raro hoje em dia. Um mundo de valores totalmente invertidos, feios, ignorantes e egoistas. Quase ninguém quer se dar ao luxo de amar alguém. Às vezes é só medo, é só magoa, não é de todo mal.
E no meio de tudo isso, eu ainda acredito em ser fiel. Fiel ao que sinto, ao que acredito e a tudo aquilo que vivo, ainda que amanha não seja mais nada disso. Problema de quem não soube dar valor.
Mas eu sou uma pessoa de sorte. De muita sorte eu posso dizer. Porque apesar de todos que passaram e deixaram suas marcas, ou nenhuma marca, eu tenho muito orgulho daqueles que ficaram. Aqueles e aquelas que eu posso chamar de amigo, de idiota, de irmão, de amor.
Sim, porque uma amizade nada mais é do que um amor mais maduro e mais puro.
Pessoas completamente diferentes entre si, mas que se aceitam com uma cumplicidade inexplicável, inabalável. São minhas jóais, minhas raridades, meu conforto. Não são muitos, não são poucos, são essenciais.

"Cuide de quem corre do seu lado e quem te quer bem, essa é a coisa mais pura". (Pontes Indestrutíveis)

Post especial para o dia do amigo, meus mais sinceros agradecimentos e um abraço bem apertado a todos que eu posso considerar como tal. Vocês são FODAS

terça-feira, 17 de julho de 2012

Troféu marmita

"Deus, fecha a porta que os anjos estão escapando!"
Quem nunca?


Hoje em dia está cada vez mais impossivel sair de casa sem levar uma cantada fail. Tipo assim, será que os homens usam porque já funcionou com alguém ou eles acham que pode funcionar, ou é simplesmente para ser incoveniente o tempo todo mesmo? Porque fala sério, essas cantadas são o óh!
Você está numa boa passeando com sua amiga pela calçada numa tarde ensolarada de domingo e o energumino solta "NUUUSS, você é gata demais ein princesa" ou no shopping "EEE lá na minha humilde residência!", na balada "Doeu? Quando você caiu do céu?", no barzinho "Você tem uma colher aí, porque eu to dando sopa", no transito "Que isso ein gata, vem comigo que eu te levo pro céu", no restaurante "Garçom, suspende a batata que o filé já chegou"... São infinitas possibilidades.
Isso quando eles não ficam te seguindo, ou vem pegando na mão, esbarrando, pegando pela cintura, pelo cabelo, que noooojo! Sério, minha vontade é andar com um vidro imenso de alcool gel desinfetante contra homem sem noção. Podiam inventar um repelente pra isso né?
Antigamente já era péssimo ter que passar na frente das construções e ficar ouvindo esse tipo de cantada dos pedreiros, acompanhados com assobios e ovações. Coitados dos pedreiros, levaram a fama e hoje em dia estão muito mais comportados do que muito marjando por aí sem um pingo de bom gosto.
E é isso mesmo, para mim essa é a única explicação plausível para essa proliferação das cantadas malditas: Falta de bom gosto e de bom senso. Quer fazer piada, vai brincar com seus amigos, arrume uma namorada com um senso de humor legal e tal. Mas cara, nós mulheres não somos obrigadas a ficar ouvindo essas cantadas toscas de qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer hora do dia e da noite! Nós não saimos de casa para ouvir de desconhecidos o quanto somos gostosas. Acreditem, nós já sabemos disso.
Nós rimos de você, e não para você. É engraçadinho, claro, nós também temos senso de humor. Mas tudo tem limite, e já deu no saco não poder atravessar uma rua sem ouvir um "Não sabia que flor nascia no asfalto, SUA LINDA".

A pergunta que não quer calar é: vocês vão parar ou vão querer continuar recebendo o troféu marmita da mulherada? SEUS LINDOS, só que não.

sábado, 14 de julho de 2012

Lápis de cor


Nossos problemas não são mais os lápis de cor.
Foi o que minha amiga me disse quando estava me acompanhando até meu carro em uma noite de reunião com os velhos e bons.




Nossos problemas não são mais os lápis de cor; não são mais suas pontas gastas e quebradiças, ou as cores que nos faltavam para colorir desenhos de casas em dias ensolarados. A verdade é que nós é que estamos ficando gastos e quebradiços. Nós é que muitas vezes não encontramos as cores para colorir nosso dia-a-dia.
Quando foi que envelhecemos afinal? Quando foi que deixamos de ser as princesinhas e principezinhos para nos tornarmos... Nos tornamos o que?
Carros não são mais de brinquedo. O preço da gasolina está cada vez mais caro. O transito está cada vez mais caótico. Eu paro e vejo as garotas da minha idade com seus bebes. Garotas bem mais novas com seus bebes. Garotas casadas e com seus bebes. E eu, ainda guardo minhas bonecas. Me pego rindo sozinha, volta e meia conversando com meu ursinho de pelúcia.
Não é que eu não queira crescer. Eu só peço a Deus que eu não perca essa doçura, esse amor que move e sempre me moveu, ainda que mil amores me percam. Ainda que a vida me machuque, me assuste com seus golpes violentos.
Nós vamos superar isso.
Nós vamos nos dar a força necessária e, se for necessário, coloriremos o dia-a-dia uns dos outros.
Não perderemos a cor, nem o sabor da vida. Não perderemos nada. Só acrescentaremos mais luz, experiencia e maturidade em nossas obras.
Nossos problemas não são mais os lápis de cor.
Em algum momento isso teria que acontecer.
Em algum momento, a pergunta não seria mais "Professora, respondo com lápis ou caneta?", porque na vida, não há borracha que resolva. Borracha que apague nossos erros, nossas doenças, nossos problemas.
Deixa pra lá os lápis de cor, mas abre esse sorriso. Transforma esses tons de cinza, em tudo que há de mais bonito nessa vida. O resto a gente colore e constrói.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rock you

Desculpa aos peões, pagodeiros e blá blá blá... Alias, desculpa o car*lho, hoje é dia de rock \m/

Para os leigos e leigas de plantão, um pouco de história sobre esse dia:
Em 13 de julho de 1985, foi realizado um evento chamado LIVE AID, com shows simultâneos em Londres e Filadelfia, com o intuito de arrecadar fundos para os famintos da Etiópia.

O Live Aid foi organizado por Bob Geldof, e contou com artistas de peso como The Who, Led Zeppelin, Queen, Mick Jagger, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton, Black Sabbath, entre outros.
Outros artistas se apresentaram também em Sidney, Moscou e Japão, e estima-se que cerca de 1,5 bilhão de pessoas, em mais de 100 paises, tenham assistido as apresentações ao vivo deste evento que é considerado uma das maiores transmissões em larga escala da hitória.
Tá bom ou querem mais?
É engraçado que rockeiro tem fama de marginal, baderneiro e satanico. Engraçado não, eu diria que é realmente uma pena que por um ou outro exemplo de vadalo rockeiro, a maioria dos "não-rockeiros" tenham esse preconceito.
Agora, aprendam de uma vez por todas: Não é só por uma cor, uma tatuagem, um piercing, ou até mesmo o jeito de falar de uma pessoa (p*rra!), nada disso define seu carater. Mas sim suas atitudes, e principalmente seu legado.

Rock é música, letra e melodia. É um estilo de vida, de pensar, de agir.
Notem que eu usei a palavra pensar, usar a cabeça. Ouvir o som, interpretar a letra, viajar no ritimo...
Vamos lá meus rockeirinhos maravilhosos, ponham seus fones, ou melhor, tirem os fones e divulguem as maravilhas do rock'n'roll para os desentendidos desse mundo doido...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dias de céu azul

Well, bom dia meus queridos e queridas!

Por aqui tivemos um final de semana prolongado com muito sol e frio. Fui viajar com meu bem para serra, ficamos acampados num pico maravilhoso de um camping em Patrimonio (esse:cachoeira3quedas )

E acreditem, tudo que podia dar errado deu. Mas sabe que quando é assim, fica muito melhor aproveitar as coisas que dão certo. Nos perdemos para chegar, mas a vista do lugar valeu a pena. A chuva alagou nossa barraca, mas o sol do dia seguinte secou tudo. Nós achamos que o namoro não ia sobreviver aos desentendimentos, mas no final das contas, voltamos ainda mais unidos.
E assim é a vida. Altos e baixos. A gente só precisa aproveitar para rir de tudo que dá errado em nosso caminho, se não, que graça teria? Porque se você não acredita em nada além daquilo que duvida, basta usar a lógica: Se os momentos bons passam rápido, os maus também passam. Simples. Complicado. Bonito até. E você tem que olhar o copo meio cheio, mesmo que ele esteja meio vazio. E deixar que a vida por si só te surpreenda. Porque cara, ela é boa nisso.
Um dia você está de boa, curtindo um show do soultripper com suas amigas naquele barzinho legal, e sua única preocupação é manter o copo de cerveja cheio, porque você está bem consigo mesma. E chega um cara doidinho, que te olhou a noite inteira, xavecando sua amiga, mas no final das contas, era em você que ele queria chegar, e chega. E vocês curtem tanto a noite, como se já se conhecessem, que até esquecem de trocar contato. O tempo passa, e enquanto ele pensa em você lá longe, você sem saber de nada, pensa nele também. Talvez seja sorte, destino, acaso, tanto faz. Um dia se encontram no facebook e enquanto você está curtindo uma bad sozinha em casa, ele te chama para sair. Por que não? Mais uma noite legal, e eles nem imaginam que em breve será muito mais do que isso. Um Eduardo e Monica às avesas. E quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
Ele me disse que seu coração era de pedra. Mas o meu é feito gelo derretido. Ele queria me conhecer melhor. Mas eu mesma prefiro nem tentar me entender. Ele gosta de fazer as coisas do seu jeito. Eu não me dou bem com padrões. Ele diz que vive bem sozinho. Eu nem tanto. Ele é impulsivo. Eu também. Nós brigamos. Nós rimos. Nós dançamos. E as pessoas vão nos olhar e pensar que há algo de errado com a gente. E sabe o que é? O que faz feliz, não costuma fazer sentido. Eu encontrei em sua loucura o meu jeito de me manter sã. Ele encontrou a segurança que precisava em minha incerteza. E quem conseguir enchergar a cumplicidade em nosso olhar entenderá, que pra sempre é muito pouco, e o que vale é ser feliz agora.

Valeu por estar comigo meu amor. Por me ensinar tanta coisa sobre a vida e me aceitar assim, doidinha e fora do ar como eu sou. E por me proporcionar tantos bons momentos, valeu mesmo

Seu hippie.

Dias de céu azul 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Let it be...

"Você nunca sabe a força que tem, até que sua única alternativa é ser forte." - Johnny Depp.

A principio, não acreditei que era verdade. Neguei. Como se isso fosse mudar as coisas de fato. Depois de alguns instantes, comecei a aceitar que poderia ser verdade. E apesar do medo, eu fui confirmar a história. E só então a fixa caiu. O chão sumiu. As lágrimas despecaram. E eu não sabia o que fazer. Eu senti culpa, senti medo, senti raiva, senti tristeza. Foi tudo ao mesmo tempo. Então percebi que o medo era maior, ele dominava todo o resto. E apesar de tudo, eu soube que teria que ser forte. Doeu em mim, o choque foi grande demais. Eu sempre fui daquele tipo que mataria, ou morreria por alguém. Mas isso de nada adianta agora, porque o que eu preciso é ter esperança, pra poder dar esperança. É ser forte, pra poder dar força.
Eu sempre quis segurar todas as suas lágrimas, sumir com todas as dores, enfrentar todos os temores. Sempre quis bater em qualquer um que ouzasse te fazer sofrer. E hoje eu vejo como isso tudo é fútil. Como nossos mundinhos são pequenos afinal. A gente nunca sabe como lidar com a dor, até que ela aparece assim, de surpresa. E por um momento, eu senti medo de perder.
E não foi aquele medo infantil, cheio de possessividade e egoismo. É, talvez um pouco de egoísmo sim. Mas foi um medo de verdade. Um medo que poderia me levar junto se você fosse. Ou pelo menos, um grande pedaço de mim.
Mas aí, olha só como a vida é, eu estava apenas sofrendo por antecedencia. É rídiculo te deixar ir assim, sem lutar. O medo é uma coisa realmente engraçada quando a gente olha pra ele assim, vê o poder que ele tem. Se eu deixasse, o medo me dominaria, me afastaria de você. Me protegeria de uma dor que nem se quer existe. Que não vai existir. Porque nós vamos lutar, eu estarei com você.
Eu queria poder te carregar no colo agora, e te dar a certeza de que sim, tudo ficará bem. Eu já te disse antes, e vou continuar dizendo: ACREDITE. Acredite, porque você nem sabe a força que tem. Mas agora, sua única alternativa é ser forte.
É assustador eu sei. A gente ouve tantas histórias, vê tanta coisa, mas a gente nunca está pronto não é? A gente nunca acredita que pode acontecer com a gente, com alguém que a gente ama. Eu espero que você me perdoe por me manter meio afastada. Você vai me perdoar. Você me conhece bem o suficiente para saber que não foi por mal.
Mas a cada pedra, a cada tropeço, a cada machucado, eu sempre vou estar aqui. Sempre que você precisar. E cara, eu tenho certeza que tudo isso vai passar.


Essa crônica pode ser para qualquer um, para alguém específico, pode ser fictícia ou baseada em fatos reais. Nunca saberão. hahahaha
Mas se te tocar, é para você também.

Hoje eu só quero mandar um pouco de luz e amor para todo mundo. Sejam fortes, pois no final das contas, essa é realmente nossa única alternativa.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Índios

Me perguntaram, "já que eu falo tanto sobre seguir os sonhos", qual era o meu sonho.

"Fotografar, escrever e viajar. De preferencia com alguém do meu lado."

Tão simples que até eu mesma me surpreendi com a facilidade e a rapidez com que eu respondi.
Depois de tantos tempo perdida por aí, finalmente consigo dizer o que quero, o que penso, o que pretendo. Sem medo de ser feliz. Sem peso na consciencia, sem me importar com o tanto de gente que vai me achar maluca. Afinal, de que vale a vida se não for para viver feliz?
Eu não vou ser feliz presa a um escritório. Ganhando um salário razoavel e levando uma vida amena. Eu preciso de mais do que isso. Preciso sair da rotina, sair mundo a fora, estar em constante mutação. Porque nada em mim para. Porque as pessoas ao meu redor sempre se cansam da minha mania de mudar. Estou sempre mudando o cabelo, as unhas, o estilo, os caminhos, os conceitos. Estou sempre morrendo de tédio, sempre querendo novidades, sempre buscando alguma coisa.

 Pelo menos uma vez na vida, todas as pessoas devem sentir isso. Essa vontade vontade de sair da rotina e respirar outros ares. A maioria chama isso de férias. E quando elas acabam, voltam, conformadas, para suas vidas mornas. Isso as faz feliz. E ainda bem que são assim. São elas que fazem o mundo girar. E volta e meia aparece algum doido querendo outra forma de ser feliz.
Renato Russo disse na música Índios, "a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi". Eu sinto essa saudade. É mais que mera curiosidade, e não encontro uma maneira plausivel de explicar se você também não sente. A cura? Não sei se existe. Não sei se quero. Talvez, alguém do meu lado tenha a cura. Talvez a cura seja simplesmente continuar buscando. Eu realmente não sei.

É, cara pálida, e você, com o que você sonha?


.

terça-feira, 3 de julho de 2012

É o fim.

Olá meus queridos e queridas!
Como vai a vida? Estão deixando a rotina sufocar seus sonhos ou não?
É, mas esse foi o assunto do post anterior.

Ontem, enquanto estava tentando dormir apesar da tosse maldita que eu estou, algum vizinho idiota fez o que sempre faz: Colocou a mesma música para tocar umas mil vezes com o volume tão alto quanto se não houvesse amanha. A música da vez foi "Eu quero um tchu... Eu quero um tcha...", se é que se pode chamar isso de música né.

"mú-si-ca, s. f. = Arte de combinar os sons. Teoria dessa arte. Realização prática dessa arte. Composição musical. Execução de uma composição musical, por meio da voz ou de instrumentos. Qualquer conjunto de sons agradáveis; harmonia." - DicionárioWeb

Sério, nada contra essa música em específico. Mas sim sobre como as pessoas banalizam a música. Sei lá, é divertido ouvir uma música assim sem sentido no meio de uma festa, num contexto de querer um tchu ou um tcha... Mas ficar ouvindo essa música como se ela fosse realmente boa de ouvir, já é demais para mim. E vocês vão dizer "gosto é gosto, não se discute", e eu digo "DESLIGA A P*RRA DO RÁDIO E VAI LER UM LIVRO".
É a mesma coisa que acontece com o onibus e o funk. Sexta-feira peguei um onibus e uma mulher começou a surtar com os funkeiros-sem-fone-de-ouvido.
"Isso é um lixo, quer viver na merda, viva! Mas não obrigue os outros a viver" - ela dizia. Eu concordo com ela, é claro. Com a opinião dela, não com a atitude. Porque é obivio que isso só serviu para diversão dos babacas que estavam incomodando um onibus inteiro com sua atitude egoista.
O ser humano por si só já é egoista. Eu também sou, não nego. Não nego que sonho com um mundo em que todas as pessoas façam apenas coisas de bom gosto e bom tom. Mas quando eu vou ouvir meus "rockinhos", ponho o fone de ouvido e entro no meu mundinho ideal.
Me explica qual o sentido de incomodar as pessoas com seus gostos banais? Só por encomodar... Porque não estão ganhando nada com isso mesmo.

Depois eu falo que a sociedade está ficando cada vez mais ignorante e a ignorante sou eu.
Cara, se eu começo a falar disso não paro mais.
Mas o que eu quero mesmo dizer é o seguinte: Não vou conscientizar o mundo a refinar seus gostos e mudar seus conceitos. Nem que eu quisesse.  Mas respeite meu espaço. Respeito é a base de qualquer relação, é o básico para se poder viver em sociedade, e eu fico pasma ao ver que o mundo está deixando isso de lado. Estamos a um passo de simplesmente sair por aí comendo rostos alheios, espera, isso já aconteceu nos EUA mês passado!
Bom, mas antes de prever o apocalipse zumbi que está próximo e começar a discutir minhas teorias sem fim sobre a "zumbização" da sociedade - sim, porque ficar ouvindo esses "hits" só pode ser algum sinal de lavagem cerebral em massa - deixo aqui minha mensagem. Espero que, na verdade não espero nada. Quem tem bom senso já sabe e vai concordar com tudo isso. Quem não tem, paciencia... (e haja mesmo muita paciencia).

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Crise da Meia-meia-idade



Dizer bom dia não quer dizer exatamente que o dia será bom, mas já é um bom começo. Então meus amores, BOM DIA!

Acharam estranho o título? Pois é. Mas aposto que se você ainda não passou por isso, vai passar.

Todos conhecem a famosa "Crise da Meia idade", que acontece lá pelos 40 e é quando as pessoas começam a se perguntar se tomaram as escolhas certas, se estão felizes no que fizeram e estão fazendo de suas vidas e blá blá blá mimimi.

Acontece que, assim como eu, tenho vários amigos que já estão passando por uma fase parecida, só que com os 20 e poucos anos. Já passamos daquela fase da pressão pré-vestibular, de entrar numa faculdade, de arrumar o primeiro emprego, de decidir o que queremos fazer da vida depois que nosso mundinho do colegial caiu. E então, depois de alguns anos já ralando como gente grande, ou quase isso, já estamos nos perguntando se fizemos as escolhas certas.

Se era esse curso que eu queria fazer, se era nesse ramo que eu queria trabalhar, se é hora de namorar, se eu vou chegar onde pretendo e se lá é realmente aonde eu quero. Não é fácil. Talvez seja o mundo de opções, talvez seja medo de não poder voltar atrás, de não viver nossos sonhos... Talvez seja apenas o espelho do que vimos de nossos pais, tios e outras pessoas mais velhas. Pessoas que batalharam muito, mas não são pessoas realizadas.

Então a gente se pergunta: Vale a pena? Se a resposta for não, vai ficando cada vez mais complicado ir tocando em frente.

É o preso da liberdade. É o peso de não saber exatamente como usá-la.

A real é que todos temos escolhas a fazer e a vida é feita exatamente disso. O que eu posso dizer é que precisamos confiar mais em nós mesmos. E saber que não, nunca é tarde para se voltar atrás, se aquilo que encontrarmos pela frente não nos fizer feliz.

Essa busca doida e muitas vezes até doentia por felicidade também atrapalha. O que é ser feliz na verdade? Primeiro de tudo é olhar para dentro e gostar do que vê. Se for para agradar alguém, agrade a si mesmo. Goste do que você vê no espelho e mais do que isso, goste do que você tem por dentro, da sua essencia.

O resto, é resto. Não temos que nos preocupar. Porque a partir do momento em que você te agrada, o resto se encaixa. As escolhas serão certas, acredite. Por mais dificeis que pareçam. Por mais que no meio do caos do dia-a-dia a vontade seja de jogar tudo pro alto! Não podemos. Não podemos porque não somos mais crianças, e ainda não gostemos da lição que a professora deu, nós precisamos cumpri-la, e faze-la da melhor maneira possivel, por sempre tem outro querendo estar no seu lugar. E nós precisamos dela. Somos responsáveis por nós mesmos agora. Isso é invitável. Crescer é inevitável.

O que não podemos é deixar de sonhar. É deixar de correr atrás de nossos sonhos. Se a sua realidade parece ruim agora, acredite, ela só vai melhorar se você quiser, se você correr atrás disso. É o tal do equilibrio. É correr atrás das borboletas sem tropeçar nas pedras, sem passar por cima dos outros. Sem passar por cima de você.

Felicidade é paz de espírito.

As crises são normais. Somos seres humanos e não somos exatos. Somos feitos de carne, ossos e sentimentos. Somos feitos de coisas que nem se quer entendemos.

Mas a felicidade é ver que depois delas, das crises, ainda temos um sorriso a mais. Um sonho a mais. Uma realização a mais. E que a vida não para.

Feliz sexta-feira galerinha.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Futebol e outras futilidades.

Bom dia meu povo!
Como diria meu Cazuza, "Hoje eu acordei com sono e sem vontade de acordar"... Mas, já que acordei, vamos às novidades.

Pra começar, nada como dar um up no visual né?

Por isso ontem aproveitei um tempinho livre que tive (coisa rara!) para aparar a cabeleira. Aproveitando a deixa, vou fazer propaganda dos meus queridos do  Espaço Capela , que além de meus amigos são profissionais de primeissíma, que eu amo e confio demais (né Malyck Buzzo, meu hair stylist s2). Fora isso, aproveitei pra gastar um pouquinho na boutique, porque ninguém é de ferro né!
As unhas fui eu mesma que fiz. As cores: Risqué Poodle e uma filha única do Hits 680, com as bolinhas do próprio Poodle. Para cobertura usei o Top Coat da Colorama, que na minha opinião ainda é o melhor do mercado porque além do brilho, ainda corrige bem as imperfeições.


No mais o que eu posso falar hoje? Futebol, é claro.
Ontem tivemos o primeiro jogo da final da Libertadores de 2012, Boca Jr x Corinthians. Ou, como os anti-corinthianos gostam de chamar, Brasil x Corinthians. O que eu acho uma palhaçada de qualquer jeito, na real.
Não vou ser hipócrita, já torci - e briguei - bastante por futebol. Eu era daquelas que perdia amizade e, acreditem, já cheguei a ser expulsa da sala de aula por discutir com um professor por isso!
Hoje eu vejo que não valeu de nada esquentar tanto a cabeça por um tanto de babacas que ficam correndo atrás da bola. No final das contas, ganhando ou perdendo, eles vão continuar a receber seus salários, que são bem maiores que o meu, diga-se de passagem. E eu, como boa brasileira e com o perdão da palavra, vou continuar me fudendo aqui na vida real. Então pra que ficar chateada se meu time ganha ou perde? Pra que brigar e perder amizades por isso? Não, não perco mais meu tempo.
Vou confessar uma coisa. Eu nasci corinthiana, mas meu coração é XVzista, não tem jeito. De qualquer forma, não assisto mais aos jogos de nenhum, porque só passo nervoso a toa.
Ontem eu estava falando sobre isso com uma amiga. Sobre como o stress dos jogos já nos afetam mesmo antes de começarem. São rojões, palavrões, brigas, vandalismo... Acreditam que no ultimo jogo do Corinthians contra o Santos um rojão foi parar no telhado de casa e estilhaçou telhas em cima do meu carro? Pois é, minha implicancia não é a toa. E minha amiga - Isa Morales - me disse, " Quando o assunto é futebol e religião, as pessoas perdem a razão". E eu respondi para ela "É por isso que eu prefiro não ter nem um, nem outro". Mas este polêmico assunto eu deixo para outro post (outro longo post eu diria).
Independente de qualquer coisa, vale o apelo: PAZ NO FUTEBOL.
Hoje eu vou ficando por aqui, e já adianto que estou preparando um polêmico post sobre os maconheirinhos das redes sociais. Beijinhos na bochecha minha gente :*

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bem vindos ao Pequeno Frasco


Saibam que é pequeno, mas é tudo de coração.
Nesse cantinho eu quero contar um pouco do meu mundo, porque não, ele não cabe só dentro de mim.
Acredito que a vida é feita de momentos, e o meu momento é de correr atrás dos meus sonhos. Pra contar um pouco sobre como cheguei até aqui, posso dizer que foi me perdendo bastante. Mas hoje, aos 20 anos de idade, estou finalmente me econtrando.
E pra quem também precisa se encontrar vale uma dica: Comece pensando no que você não gosta. É mais fácil assim. Eu não gosto de borboletas. Não gosto de comer peixe. Não gosto que tentem me definir ou me limitar. Não gosto de gente arrogante. Não gosto de exatas nem de biológicas. E por aí vai.
E assim você começa aprender do que você gosta. Eu gosto de gente que sabe ser humilde sem se humilhar. Gosto de viajar. Gosto de chocolate. Gosto de escrever.
Acho que a gente nunca vai se conhecer por completo. Quando você pensa que finalmente está entendendo qualquer coisa, é porque realmente não entendeu nada.
Mas se você está perdido, qualquer caminho serve. E foi exatamente assim que eu cheguei aqui.
E onde é aqui e tudo pelo que passei é assunto para outro post.
Por enquanto, só vou dizer que ainda não estou contente. E que estou em uma fase intermediaria entre tudo aquilo que eu já descobri que não é pra mim e aonde eu realmente quero chegar. E um dia, eu chego lá.