Depois de tantos amores complicados, errados e até proibidos, eu só fecho os olhos e faço um pedido: que seja simples. Que dure o quanto tiver que durar, não me importa o tempo, eu não conto mais o tempo. Não me importo com status, não quero promessas, nem juras, nem planos. Eu só desejo a simplicidade de um olhar que sorri ao se encontrar com o meu. Sem joguinhos, sem mistérios, sem dramas. Eu só quero braços abertos onde eu possa me aconchegar, e ficar, o quanto eu puder. Já me acostumei a ter que partir. Já deixo minhas malas prontas para embarcar no próximo ponto. Eu desejo que alguém me faça ficar, alguém em quem eu possa confiar, para enfim poder deixar todas as bagagens para trás. Nem tanto a loucura, nem tanto a estabilidade, o que eu quero mesmo é mera simplicidade. Que seja naturalmente, calmamente, simplesmente. Que seja sem nome, nem descrição, nem declaração, nem idade, nem hora, nem lugar. Apenas que seja. Que seja simples.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Any love
Eu insisto no amor. Ainda que nem sempre acredite e confie cegamente nele. Ainda que eu saiba dos riscos e armadilhas que a gente encontra por ai. Apesar dos pesares, das ilusões e decepções. Por que a vida já fez questão de me esfregar na cara o quão rápido pode nos tirar quem mais amamos. E ao contrário do que se prega nesse mundo fútil e superficial, não é a primeira impressão que fica. O que fica são as últimas palavras ditas, e todas aquelas não ditas. O que fica são as promessas quebradas e os desejos não saciados. Ficam as lembranças, sejam boas ou ruins. Por isso, insisto no amor. Insisto em desejar amor, transmitir amor, viver por amor. Insisto e não desisto. Seja como for e quanto doa. Amor é sempre amor. Mesmo que mude. Mesmo que acabe. Seja como acabe, é sempre amor.
Eu desejo que você, e eu também, sempre tenha a quem amar. Amor é aquela coisa que dá um brilho a mais a vida, que só se encontra quando a compartilhamos com alguém. Seja que nome você dê a seu status, seja qual for sua preferência sexual, seja qual for sua classe, crença ou cor. Ame, ame muito, ame intensamente. Mesmo que se machuque de vez em quando, levante-se e se dê uma nova chance sempre. Ame, e dê valor a quem te ama. Respeite e valorize o amor. Valorize o seu amor, seja por quem for.
Acabei de me tocar que dia 27 de junho, meu pequeno frasco completou um aninho de vida. Sei que ainda está dando seus primeiros passinhos, mas já me enche de orgulho e contentamento, como se fosse mesmo meu primeiro bebê (e é rsrs). Mais uma vez agradeço por toda força e incentivo que recebo de quem aqui lê esses meus pensamentos doidos e soltos. É tudo feito com muito amor. Muito obrigado.
Eu desejo que você, e eu também, sempre tenha a quem amar. Amor é aquela coisa que dá um brilho a mais a vida, que só se encontra quando a compartilhamos com alguém. Seja que nome você dê a seu status, seja qual for sua preferência sexual, seja qual for sua classe, crença ou cor. Ame, ame muito, ame intensamente. Mesmo que se machuque de vez em quando, levante-se e se dê uma nova chance sempre. Ame, e dê valor a quem te ama. Respeite e valorize o amor. Valorize o seu amor, seja por quem for.
Acabei de me tocar que dia 27 de junho, meu pequeno frasco completou um aninho de vida. Sei que ainda está dando seus primeiros passinhos, mas já me enche de orgulho e contentamento, como se fosse mesmo meu primeiro bebê (e é rsrs). Mais uma vez agradeço por toda força e incentivo que recebo de quem aqui lê esses meus pensamentos doidos e soltos. É tudo feito com muito amor. Muito obrigado.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Take me a time
Queria poder apagar a luz, desligar a tv, o computador, o celular, a campainha, a companhia, a minha voz. Ficar quieta em um quarto escuro até amanhecer outro dia, longe dos pesadelos cansativos, da preguiça matinal, do tédio rotineiro. Queria um tempo sobrando, pra ficar parada, sem pressa, sem hora, sem precaução. Poder reiniciar minha mente, formatar tudo que está bagunçado, deletar o que houver de errado. Mas o tempo corre e nunca pára e eu tenho essa sensação desconfortável de que eu é que estou sempre correndo atrás dele, atrás de mim mesma, sempre perdendo a hora, o ponto, a linha. Não sei se ando só, ou se estou só acompanhada. Eu nunca sei a hora de parar, de deixar partir, de insistir ou de desistir. Eu nunca sei por que estou correndo tanto, por que estou afundando nessa cova rasa se foi eu mesma que a cavei. As armadilhas que sem querer eu crio para prender as pessoas e sempre acabo vítima de meu próprio jogo inconsciente. Sentindo a minha falta. Perdida em pensamentos que vem e vão e quase nunca dizem nada. Me apego a um pra ver se sossego, mas sempre há outro que vem do nada me distrair, me ironizar, me confundir. Aqui e ali, sempre errando o passo, sempre seguindo o descompasso de um coração insatisfeito e exigente. Sempre querendo ser mais gente, mais contente, menos ciente. Me equilibrando nessa fina corda bamba que me prende a realidade do mundo que não fui eu que criei. Me criei ao mundo para não me perder nele, e é em mim mesma que eu sempre acabo me perdendo. Nos labirintos que inventei para me proteger, mas que nunca me protegeram de mim mesma e nem de ninguém mais. Me faço e me refaço para não perder todo esse tempo em que eu vivo me perdendo. Me pertencendo mais ao caos do que a serenidade que tanto desejo. Eu vivo no sonho, na realidade, não. Na realidade, eu apenas me perco nessa mania insana de querer me encontrar.
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