domingo, 30 de dezembro de 2012

He is coming!

Ele chegou, assim, como quem não quer nada.
E no calor de um abraço, tomou vários corações. Ele veio trazendo esperanças, novos sonhos, desejos e recomeços. Ele te faz pensar, revirar lembranças boas e ruins, ele quer que você aprenda com seus erros e vibre com suas vitórias. Ele quer que você sonhe e faça coisas melhores acontecerem, porque uma intenção não é nada sem uma atitude.
Ele trará altos e baixos. E você vai rir e chorar também. E ninguém sabe o que mais especificamente ele trás. Apenas se sabe que ele chega, e 365 passos depois ele se vai, já gasto, para que um novo possa vir, novamente trazendo esperanças e sonhos e intenções...


Então, 2012 já está se despedindo. E o que você fez?
Se não saiu como você esperava, simplesmente não espere nada, faça o que puder para acontecer.
Você percebe? Bom ou ruim, ele acaba e um novo ano vem. Como tudo na vida passa. Como tudo na vida é imenso e breve. Dia após dia, e logo mais um se passou. E sabe-se lá quantos você ainda tem pela  frente.
Então sorria. Viva seus sonhos.
São os votos de Pequeno Frasco para você em 2013; delicie-se!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Cactos e a Rosa

A rosa não se apaixonou pelo cravo.
Ela se apaixonou pelo cactos. Compreendia seus espinhos.
A rosa, toda boba, acha-se forte e protegida com seus meros espinhos. O cactos, riu da sua pose de durona ao ver toda sua senbilidade e delicadeza. Era uma pobre flor indefesa a rosa. Não tinha coragem de machucar uma formiga que fosse, o que tornava fácil demais contornar seus poucos espinhos para aproveitar do seu perfume. E a rosa, por sua vez, riu-se do cactos, que com todos aqueles seus espinhos, achava que podia esconder-se da dor.
O cactos não se achava capaz de se apaixonar. Conhecera muita maldade e traição em seu caminho árido, por isso exibia seus espinhos, imponente, para que ninguém pudesse se aproximar e se aproveitar dele. Mas a rosa, teimosa que só ela, aguentou firme cada farpada. Com seus espinhos a principio tentou em vão se defender. O cactos expunha sua fragilidade, e a rosa ficava corada de raiva. E foi não só por sua coragem, mas por sua delicadeza que enfim o cactos se rendeu. E ele, que por tanto tempo seu único temor era de ser ferido, agora só temia machucar a fragil rosa. Ela não merecia. Merecia alguém que a protegesse, então ele a protegeu de si mesmo. Mas ao ver a rosa chorar, pela primeira vez chorou também, e soube que não podia mais dela se afastar.
Seguiram então, com seu romance cheio de farpadas e muitas, mas muitas alegrias. Compreenderam enfim, que é possivel contornar qualquer espinho, quando a necessidade de se estar junto, é maior do que a de estar protegido de tudo.