É tanto desamor. É tanto descaso com a vida. Tanta mesquinharia supervalorizada. Inverteram os valores, inventaram as verdades, mascararam as mentiras, aboliram o respeito. Às vezes, seu desejo que o mundo pare para eu poder descer. E o que é que eu faria se tivesse todo o tempo do mundo para mim? Meu tempo nem é mais meu. Meus sonhos e minhas verdades constantemente ridicularizadas perante a barbárie e o caos em que o mundo se encontra. Ninguém está olhando para dentro.
Muitos até olham os efeitos, mas não enxergam as causas. Muitos procuram a cura para suas dores, mas não compreendem as dores da alma. As dores do mundo. O mundo todo está doente e ninguém vê. Onde estão as ideias revolucionárias? Onde estão os ventos da mudança?
Eu sopro baixinho, e nem sei a força que tenho. Eu não sou nada. Eu sou só um alguém querendo fazer qualquer coisa de bom. Não sou defensora de ninguém. Não sou dona da verdade.
Eu só desejo que haja paz. Que haja tempo. E que se tenha feito todo o necessário caso não haja. Só existe o agora. Ainda que o agora seja dor, seja desamor. Sei, porém, que nem tudo é ausência. E creio que ainda haja esperança para nós, reles mortais. Afinal, quanto vale uma vida humana? Tenho certeza de que vale mais do que qualquer motivo que leve alguém a tirá-la, ou feri-la, com tamanha brutalidade que se tem visto por aí.
Em memória de Denis Casagrande, brutalmente assassinado em uma festa de faculdade na madrugada desta sexta para sábado (21 de setembro de 2013), em Campinas/SP. Infelizmente mais um post de luto. Paz e solidariedade aos familiares e amigos mais próximos do dedé, que agora descansa em paz.
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