sexta-feira, 14 de julho de 2017

Tudo bem

Eu não sei o que estou me tornando. E não me importo.
Apenas sei que estou mais próxima de me tornar o que realmente sou me aceitando em constante mudança. É contraditório e confuso ser eu mesma. Mas eu realmente não me importo. E não quero que se importem.
Estou cansada de vestir fantasias que se adequam a moldes previamente impostos. Essa obrigação de ser feliz e constante não faz o menor sentido. Não há sentido em seguir caminhos que levam a um sucesso idealizado ou a um fracasso imposto por não se alcançar o que nem se quer desejou. Eu não quero ser só mais um. E nem quero me destacar. Eu quero mesmo é me manter de fora. Dar murro em ponta de faca dói demais e de tanto nadar contra a maré me afoguei seguidas e seguidas vezes nela mesma.
Sorte a minha ter sete vidas. Ou dezenas delas, pra sobreviver até aqui e ainda viver tudo que eu quero viver. Porque eu nunca estive tão bem, ainda que eu realmente não esteja nada bem, e tudo bem.
O que eu quero dizer é que não sou obrigada a me adequar a um mundo que não se adequa a mim.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Olá estranho

Olá estranho.

Já faz um tempo que não posto aqui. Tanto, que foi difícil tirar todas as teias de aranha que me impediam de chegar até aqui.
Não que não tenha produzido. Eu estou sempre produzindo, às vezes queria ter uma maquininha de escrever que tomasse nota de tudo que se passa nessa cabeça. Mas não sei se adiantaria. O problema até então tem sido o filtro. A poda. É tão difícil me expor. Estar boa o suficiente, aceitável o suficiente, adequada o suficiente.
É nessa que eu vou me reprimindo, me esquecendo, me adequando. Mas é preciso se impor, sabe? Acatar os sábios conselhos que você dá para outras pessoas. Viver sobre suas próprias regras.
O mundo é ideal para se ser livre? Não, não é. O mundo é como é. Eu sou como eu sou. Se adequar pode não ser uma opção, se aceitar é. E assim que se começa a mudar o mundo, de dentro do seu próprio mundo particular.