Você quer se jogar, não quer?
Quer subir o mais alto que puder para ver o sol se pondo
e se jogar
para não precisar ver mais nada.
Você quer que tudo acabe,
mas de forma bonita.
O problema é que finais dificilmente são bonitos,
os meios também não o são.
Você quer se jogar,
mas não pode.
Você tem um papel, tem pessoas
e não se se sente a vontade
em causar mais destruição.
Quer causar menos,
quer tornar as coisas belas,
quer colorir o mundo,
mas sumiram com seus lápis de cor.
O que sobrou são cinzas,
mas não se jogue ainda,
muito sangue já foi derramado.
Sangrar não faz diferença,
se jogar não faz diferença,
viver talvez o faça.