Esse texto não é sobre votos para o ano novo. São votos para a vida que não merecem ser despejados da boca para fora. Não desejo um feliz ano novo, porque isso é muito vago. Aqui eu desejo paz, amor, compaixão, empatia, saúde e força de vontade para todos, porque é exatamente isso que eu quero. Não para o ano que está chegando, mas para sempre.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Calendário
Esse texto não é sobre votos para o ano novo. São votos para a vida que não merecem ser despejados da boca para fora. Não desejo um feliz ano novo, porque isso é muito vago. Aqui eu desejo paz, amor, compaixão, empatia, saúde e força de vontade para todos, porque é exatamente isso que eu quero. Não para o ano que está chegando, mas para sempre.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Re-fazer poesia
ao seu redor se calassem ao mesmo tempo.
E todo o universo fosse só você.
E todo o caos só era você.
E o silêncio é só você.
Você é a euforia.
E é a tragédia, o fracasso,
o cansaço, o descaso.
Só você.
Dentro si próprio.
Como se nada mais importasse
o suficiente para te atingir tão fundo.
Não se sentir oco e nem quebradiço.
Tão pouco pleno e completo.
Apenas sentir,
se não as dores e
as delícias de ser o que é,
sim a vontade de ser quem se é.
Deixar fluir.
Naturalmente.
A poesia que é a tua mente.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Sexta-feira
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| Foto: Matheus Lessa, São Paulo, 2015. |
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Delírios secretos de uma suicida
Por muito tempo, estive me perguntando quando foi que começou e o que pode ter causado isso. No fundo, eu acho que sempre soube.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Desgraça pouca é bobagem
Existe um ensinamento na yoga que diz algo como "tudo que acontece, acontece da única maneira possível de acontecer para nossa evolução". Acredito muito nisso. E, sinceramente, às vezes, sinto que é só isso que me motiva seguir a diante. Não sou boa em tomar decisões. Para ser mais exata, eu realmente odeio tomar decisões. Talvez seja por isso que eu penso tanto em tudo e ajo sempre sem pensar. Messo todas as consequências para no fim das contas agir completamente sem propósito algum. Então eu tento - ênfase no tento - deixar a vida me levar. Mais do que isso, aceito que tudo que acontece, acontece da única forma possível de acontecer para minha evolução. Se não eu já teria enlouquecido de vez. E olha, não é fácil. É cada uma que me aparece que mais parece duas. Não digo que eu sou um imã pra desgraça, acho que a vida mesmo é uma piada e o único azar que dei foi cair nela. E raramente isso tem graça. Mas a gente tem que rir mesmo assim, aceitar e bola pra frente. A próxima piada pode ser melhor, ou pior, e tudo depende de como você lida com isso. Não dá pra chorar pelo leite condensado derramado na geladeira. Tem que limpar a meleca e aproveitar o que sobrou. Se sobrou. Se não tudo bem. Leite condensado não é nada saudável mesmo. Sim, essa semana meu leite condensado sujou toda a geladeira. E e eu estou com uma alergia maldita que não faço ideia da onde vem. Pra completar travei a coluna e hoje acordei com dor de garganta. Ainda assim, estou me mantendo positiva - depois de medicada, óbvio, ninguém é positivo com a coluna travada, eu acho. Que dor horrível. Mas enfim, é sempre bom repetir e repetir que tudo que acontece, acontece da única forma possível de acontecer para nossa evolução. Porque desgraça pouca é bobagem, e a gente precisa de um refúgio. A gente precisa acreditar que tudo é bom pra alguma coisa. Que coisas melhores virão. E piores. Tudo é evolução. E tudo é passageiro.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
De tanto em tanto
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| Praia das Toninhas - Ubatuba, SP - fevereiro de 2016 |
terça-feira, 12 de julho de 2016
Sobre tesouros perdidos, mudanças e não saber.
Eu precisava mudar sabe? Precisava de uma nova perspectiva para seguir em frente.
E mudar não é fácil. Eu precisei enfiar um monte de coisas no fundo falso de uma gaveta que eu não pretendia abrir tão cedo. Só para ser mais fácil. Alguns podem chamar isso de egoísmo. Mas é preciso coragem para ser egoísta a esse ponto também. Quando a dor das lembranças e das perdas se torna mais intransponível do que o medo de se jogar no novo, sem olhar para trás, não há muito o que se possa fazer. Afinal, às vezes precisamos ser egoístas. É isso que nos faz suportar. É o que nos faz sobreviver, não é?
Entre tanto desamor. Entre tanta dúvida. Entre tanta instabilidade, insegurança, projeções, expectativas, sonhos interrompidos. Planos desdenhados. O que nos impulsiona a seguir em frente então se não o puro egoísmo de mudar? O que implica, inevitavelmente, em deixar uma série de coisas para trás, querendo ou não.
E eu, especialista em me perder tentando desesperadoramente me encontrar, fui arrumar minha bagunça e acabei abrindo a gaveta onde escondi tantos tesouros queridos que deixei para trás nessa mudança. Que nostalgia. Quanta saudade, quanta dúvida, quantos "e se" haviam ali. E quanta surpresa ao perceber que nada daquilo me pertencia mais. É, não adianta guardar tesouros no fundo falso de uma gaveta enquanto se muda para outra vida, fica a lição. Mas eu precisava. Eu precisava me mudar por completo. E não havia tempo para calcular a falta que me cada coisa me faria a longo prazo, então deixei de fazer falta.
E o que eu vou fazer? Eu não sei. Talvez juntar novos tesouros, talvez reconquistar alguns perdidos, talvez perder tudo de novo e começar de novo e de novo. Eu não sei. E há beleza no não saber. Certos momentos, e esse é um deles, tudo que precisamos é não saber.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Onde foi parar o meu CD dos Beatles?
Quando dei por mim, os amigos já não eram os mesmos, assim o CD, o carro e o companheiro. E os anos haviam se passado, e até eu mesma, veja só que absurdo, já não era a mesma.
Entre todos os encontros e desencontros o tempo passou, e, a despeito de tudo, assim, sem nem pedir licença nem nada, tudo mudou. Mas ainda que eu não tenha visto esse tempo passar, agradeço por ter passado.
Hoje eu sou mais segura quanto as minhas inseguranças. Hoje eu sou mais amiga da minha solidão. Hoje minha solidão é solitude. Hoje eu não volto mais pra casa chorando ao som de Beatles depois de mais uma despedida sem sentido. Talvez eu coloque Queen. O fato é que hoje eu faço meus próprios caminhos e ouço minhas próprias músicas.
E afinal, onde foi parar o meu CD dos Beatles? Ok, nem tudo mudou. Eu ainda gosto de Beatles.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Pausa
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Achados e perdidos
Tentando se encontrar. Tentando encontrar outra pessoa. Ser outra pessoa. Viver por outra pessoa. É sem querer, sabe. É querer tanto que se perde pelo que quer. Depois perde o que quer. Não sabe o que quer. Se perde.
Bom mesmo é quando a gente se encontra. Num sorriso, numa história, dentro de si, dentro de um abraço, onde quer que seja o seu lugar. E seu lugar está por aí. Às vezes, é preciso se perder para se encontrar.
Eu já me encontrei algumas tantas vezes por aí. Num corpo jovem, uma alma velha. É o que dá ser tão intensa. Viver cada dia como se fosse o último, como se fosse uma vida, porque é. Não cabem aqui as expectativas, os planos, os sonhos, é verdade. Somada experiência e a ansiedade, se aprende que não é bom levar em conta o incerto. O que não depende de você.
Então hoje, 8712 dias vividos até agora, eu faço meu próprio caminho. Ainda que eu perca, e eu me perco muito. Eu me distraio fácil. Mas eu me encontro.
Eu digo um monte de coisas para não dizer o que realmente tenho vontade de dizer. Se me perco nos caminhos, imagina nos discursos. Imagina dentro de mim. Imagina querendo me perder por aí. Querendo me perder em você.





