quarta-feira, 25 de julho de 2012

Caderno

Sou uma pessoa que fala muito, mas fala praticamente nada. Nunca termino minhas frases. Tropeço nas palavras e vou tecendo mil e um argumentos aos gaguejos, sem fazer sentido nenhum. É engraçado para quem vê, mas para mim é um tormento! Está tudo lá, pensado e muito bem formulado, mas quando vou abrir minha boca, nada sai como deveria. Esqueço o que queria realmente dizer, misturo pensamentos desconexos e quando vejo, ninguém está entendendo nada, muito menos eu. Que já nem estou mais ali naquele momento, já estou pensando longe, entre o que eu queria dizer, o que deveria ter dito, e o que vou querer dizer depois, além do chocolate que pretendo comer quando essa lenga-la-lenga acabar. As pessoas ficariam supresas com tudo que eu tenho para falar. É uma pena que a maioria delas não tenha paciência para ler, porque quando eu escrevo, aí é diferente.
Escrever para mim é um hobbie, uma paixão. Melhor ainda, é uma terapia. A melhor que já expirimentei. Não existem psicologos, terapeutas, psquiatras, padres, mães de santo, drogas, enfim, nada se compara a isso. Mas entendam, é uma coisa expontânea, que vem do nada, naturalmente. Eu poderia ser uma pessoa mais inteligente e usar isso como uma forma de ganhar dinheiro. Muitas pessoas tem me incentivado a isso minha vida inteira.
"Você deveria ser jornalista"
"Porque você não escreve um livro?"
"Faça uma coletânea das suas poesias"
A resposta é sempre a mesma: um sorriso, um muito obrigado e um vou pensar. E eu já pensei muito mesmo no assunto. Então para mim mesma sempre respondo: NÃO.
Não, porque se fosse para isso acontecer, teria que ser de maneira natural. Dá pra entender? Como tudo na vida, perderia a graça se fosse uma obrigação. E eu não teria mais para onde correr para poder extravasar minhas aflições, explicar meus pensamentos confusos e conflitantes.
Quantas vezes, as lagrimas, corri para meu diário explicar o que estava acontecendo comigo mesma, sim, apenas para mim mesma. São mil cadernos, cheios de textos e poesias, frases e pensamentos soltos, num universo que é só meu. E não há terapia que resolva, nem bom amigo que aconselhe, tudo que aprendi comigo mesma enquanto escrevia. Tudo que ainda aprendo. É mais ou menos o que eu faço aqui, divindo um pouco desse meu mundinho imenso nesse blog.
Sabe, muitas vezes eu tentei gritar a partir dos meus escritos, já que essa é a única maneira que domino de comunicação. Me calaram inumeras vezes. E por muito tempo, eu me senti uma inútil.
Uma inútil que não é boa nos esportes, que nunca chegou em primeiro lugar a lugar algum. Que nunca foi boa em matemática, ou informática, ou física, ou essa coisa toda que dizem que as pessoas inteligentes fazem. Que nunca ganhou um concurso de beleza porque nem se quer foi convidada a participar de um. Uma inútil, porque além das suas poesias idiotas, nunca se destacou em nada na vida. Não, eu não fiquei amarga, pelo contrario, fiquei indiferente.
Um dia, eu deixei de ser a quatro-olhos esquisitinha e idealista. Eu tive que simplesmente me misturar. Hoje, eu sei que só perdi tempo com isso. Hoje, eu simplesmente sou indiferente a toda essa sociedade mesquinha e fútil, que sabe o preço de tudo e o valor de nada. E vocês podem continuar desprezando e rindo, eu simplesmente não me importo.
Escrevo porque faz bem para mim. E também porque faz muito bem para muita gente que se importa. Escrevo porque sei que sou capaz de tocar muitos corações com minhas palavras. Escrevo para abrir corações, e também mentes.
Eu não espero sucesso, fama, dinheiro, nada disso. Se vier, eu agreço, é claro. O fato é que isso tudo é passageiro, mas os meus pensamentos, famosos ou não, esses serão imortais.
E a minha felicidade, essa sim é plena.


O post hoje saiu um pouco mais cumprido, mas mereço um desconto, afinal, hoje é meu dia. Dia do escritor. Sejam anonimos ou não, um grande beijo na buchecha e toda minha admiração a vocês que se permitem viajar nas letras. Sem falar nas pessoas maravilhosas que me inspiram a escrever, e nas mais maravilhosas ainda que me incentivam a continuar escrevendo. MUITO OBRIGADO, mesmo.


"Ah querida literatura, me mantém com com pés no chão e a cabeça nas alturas." - Tayla Sanchez


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Perdendo dentes

Eu achei que seria mais fácil, sabe, essa coisa toda de crescer.
Um dia, as mãos que nos seguravam firmes ao dar os primeiros passos, simplesmente vão querer nos ver andar sozinhos. É natural, mas não é fácil, temos que desapegar dos nossos medos e encarar alguns tombinhos até o dia em que isso será tão natural quanto respirar sempre foi.
É tipo aquele drama todo que fazemos quando tiram as rodinhas das nossas bicicletas e nós nos desesperamos até encontrar o equilíbrio. Ou quando nossos dentes de leite começam a cair, ou os sisos começam a nascer.
É como aprender a dirigir, saber o que fazer com apenas dois pés para três pedais. Coisas na vida que parecem impossíveis de se acostumar, mas que quando nos acostumamos, se tornam mais do que naturais, automáticos. E quanto tempo da vida passamos no piloto automático?
Até que a vida mais uma vez nos acorda com um tapa, e você tem que aprender a se adaptar as coisas novas de novo. Um novo emprego, um novo vizinho, um novo namorado, uma doença, um filho, um novo carro, uma nova lei, uma nova lingua.
E você nunca está pronto para andar, até que te largam sozinho. Nunca está pronto para andar de bicicleta, até que tiram suas rodinhas. Nunca estará pronto para mudar, mesmo que para melhor, até que a vida te imponha uma nova situação em que isso será necessário. Nunca vai amadurecer, se não passar por situações que te façam sofrer.
E depois, quando o pior passa, a gente percebe que tinhamos mesmo que passar por isso, e isso é amadurecer. É tirar lições onde outros só veriam dor.
E que toda essa dor nos ensine muito sobre a vida. Mas que ela passe logo também. Que nos reste sempre um sorriso a mais apesar disso. Que essa força toda nos leve a ir cada vez mais longe, e que o medo do incerto nunca nos paralise, pois tudo que passamos são pequenas provas de que podemos fazer coisas grandes. 



 "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."
 Eu não sei quem falou isso, mas faz todo o sentido.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pontes indestrutíveis

Você pode até chorar, mas tem que se acostumar com a idéia de que eu vou arranjar um jeito de fazer piada e te fazer rir por isso. E eu sentirei a sua dor, ainda que não demonstre para não te fazer sofrer mais ainda. A verdade é que eu queria poder segurar cada lágrima sua. Queria poder te proteger de todo mal com meu abraço. Mas infelizmente eu não posso impedir suas lágrimas de cairem, então pretendo sempre transforma-las em algo mais bonito.
Você pode ser diferente de mim, ter um outro jeito de pensar e de levar a vida. Tudo bem, nós até vamos nos desentender por isso, mas em seguida estaremos rindo novamente. Mas se alguém ouzar brigar com você pelo mesmo motivo, eu vou te defender.
Você pode ir embora um dia, mas se for verdadeiro, você nunca deixará meu coração. E ainda que mil verões se passem, eu sempre me lembrarei com um carinho imenso de você, seja lá onde você esteja no final de tudo.

Nossa percepção sobre o que é o amor muda muito conforme crescemos. A vida é cheia de coisas fúteis e passageiras. As pessoas são fúteis e passageiras. Sorte de quem tem a coragem de se apegar, e ficar. O que é cada vez mais raro hoje em dia. Um mundo de valores totalmente invertidos, feios, ignorantes e egoistas. Quase ninguém quer se dar ao luxo de amar alguém. Às vezes é só medo, é só magoa, não é de todo mal.
E no meio de tudo isso, eu ainda acredito em ser fiel. Fiel ao que sinto, ao que acredito e a tudo aquilo que vivo, ainda que amanha não seja mais nada disso. Problema de quem não soube dar valor.
Mas eu sou uma pessoa de sorte. De muita sorte eu posso dizer. Porque apesar de todos que passaram e deixaram suas marcas, ou nenhuma marca, eu tenho muito orgulho daqueles que ficaram. Aqueles e aquelas que eu posso chamar de amigo, de idiota, de irmão, de amor.
Sim, porque uma amizade nada mais é do que um amor mais maduro e mais puro.
Pessoas completamente diferentes entre si, mas que se aceitam com uma cumplicidade inexplicável, inabalável. São minhas jóais, minhas raridades, meu conforto. Não são muitos, não são poucos, são essenciais.

"Cuide de quem corre do seu lado e quem te quer bem, essa é a coisa mais pura". (Pontes Indestrutíveis)

Post especial para o dia do amigo, meus mais sinceros agradecimentos e um abraço bem apertado a todos que eu posso considerar como tal. Vocês são FODAS

terça-feira, 17 de julho de 2012

Troféu marmita

"Deus, fecha a porta que os anjos estão escapando!"
Quem nunca?


Hoje em dia está cada vez mais impossivel sair de casa sem levar uma cantada fail. Tipo assim, será que os homens usam porque já funcionou com alguém ou eles acham que pode funcionar, ou é simplesmente para ser incoveniente o tempo todo mesmo? Porque fala sério, essas cantadas são o óh!
Você está numa boa passeando com sua amiga pela calçada numa tarde ensolarada de domingo e o energumino solta "NUUUSS, você é gata demais ein princesa" ou no shopping "EEE lá na minha humilde residência!", na balada "Doeu? Quando você caiu do céu?", no barzinho "Você tem uma colher aí, porque eu to dando sopa", no transito "Que isso ein gata, vem comigo que eu te levo pro céu", no restaurante "Garçom, suspende a batata que o filé já chegou"... São infinitas possibilidades.
Isso quando eles não ficam te seguindo, ou vem pegando na mão, esbarrando, pegando pela cintura, pelo cabelo, que noooojo! Sério, minha vontade é andar com um vidro imenso de alcool gel desinfetante contra homem sem noção. Podiam inventar um repelente pra isso né?
Antigamente já era péssimo ter que passar na frente das construções e ficar ouvindo esse tipo de cantada dos pedreiros, acompanhados com assobios e ovações. Coitados dos pedreiros, levaram a fama e hoje em dia estão muito mais comportados do que muito marjando por aí sem um pingo de bom gosto.
E é isso mesmo, para mim essa é a única explicação plausível para essa proliferação das cantadas malditas: Falta de bom gosto e de bom senso. Quer fazer piada, vai brincar com seus amigos, arrume uma namorada com um senso de humor legal e tal. Mas cara, nós mulheres não somos obrigadas a ficar ouvindo essas cantadas toscas de qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer hora do dia e da noite! Nós não saimos de casa para ouvir de desconhecidos o quanto somos gostosas. Acreditem, nós já sabemos disso.
Nós rimos de você, e não para você. É engraçadinho, claro, nós também temos senso de humor. Mas tudo tem limite, e já deu no saco não poder atravessar uma rua sem ouvir um "Não sabia que flor nascia no asfalto, SUA LINDA".

A pergunta que não quer calar é: vocês vão parar ou vão querer continuar recebendo o troféu marmita da mulherada? SEUS LINDOS, só que não.

sábado, 14 de julho de 2012

Lápis de cor


Nossos problemas não são mais os lápis de cor.
Foi o que minha amiga me disse quando estava me acompanhando até meu carro em uma noite de reunião com os velhos e bons.




Nossos problemas não são mais os lápis de cor; não são mais suas pontas gastas e quebradiças, ou as cores que nos faltavam para colorir desenhos de casas em dias ensolarados. A verdade é que nós é que estamos ficando gastos e quebradiços. Nós é que muitas vezes não encontramos as cores para colorir nosso dia-a-dia.
Quando foi que envelhecemos afinal? Quando foi que deixamos de ser as princesinhas e principezinhos para nos tornarmos... Nos tornamos o que?
Carros não são mais de brinquedo. O preço da gasolina está cada vez mais caro. O transito está cada vez mais caótico. Eu paro e vejo as garotas da minha idade com seus bebes. Garotas bem mais novas com seus bebes. Garotas casadas e com seus bebes. E eu, ainda guardo minhas bonecas. Me pego rindo sozinha, volta e meia conversando com meu ursinho de pelúcia.
Não é que eu não queira crescer. Eu só peço a Deus que eu não perca essa doçura, esse amor que move e sempre me moveu, ainda que mil amores me percam. Ainda que a vida me machuque, me assuste com seus golpes violentos.
Nós vamos superar isso.
Nós vamos nos dar a força necessária e, se for necessário, coloriremos o dia-a-dia uns dos outros.
Não perderemos a cor, nem o sabor da vida. Não perderemos nada. Só acrescentaremos mais luz, experiencia e maturidade em nossas obras.
Nossos problemas não são mais os lápis de cor.
Em algum momento isso teria que acontecer.
Em algum momento, a pergunta não seria mais "Professora, respondo com lápis ou caneta?", porque na vida, não há borracha que resolva. Borracha que apague nossos erros, nossas doenças, nossos problemas.
Deixa pra lá os lápis de cor, mas abre esse sorriso. Transforma esses tons de cinza, em tudo que há de mais bonito nessa vida. O resto a gente colore e constrói.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rock you

Desculpa aos peões, pagodeiros e blá blá blá... Alias, desculpa o car*lho, hoje é dia de rock \m/

Para os leigos e leigas de plantão, um pouco de história sobre esse dia:
Em 13 de julho de 1985, foi realizado um evento chamado LIVE AID, com shows simultâneos em Londres e Filadelfia, com o intuito de arrecadar fundos para os famintos da Etiópia.

O Live Aid foi organizado por Bob Geldof, e contou com artistas de peso como The Who, Led Zeppelin, Queen, Mick Jagger, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton, Black Sabbath, entre outros.
Outros artistas se apresentaram também em Sidney, Moscou e Japão, e estima-se que cerca de 1,5 bilhão de pessoas, em mais de 100 paises, tenham assistido as apresentações ao vivo deste evento que é considerado uma das maiores transmissões em larga escala da hitória.
Tá bom ou querem mais?
É engraçado que rockeiro tem fama de marginal, baderneiro e satanico. Engraçado não, eu diria que é realmente uma pena que por um ou outro exemplo de vadalo rockeiro, a maioria dos "não-rockeiros" tenham esse preconceito.
Agora, aprendam de uma vez por todas: Não é só por uma cor, uma tatuagem, um piercing, ou até mesmo o jeito de falar de uma pessoa (p*rra!), nada disso define seu carater. Mas sim suas atitudes, e principalmente seu legado.

Rock é música, letra e melodia. É um estilo de vida, de pensar, de agir.
Notem que eu usei a palavra pensar, usar a cabeça. Ouvir o som, interpretar a letra, viajar no ritimo...
Vamos lá meus rockeirinhos maravilhosos, ponham seus fones, ou melhor, tirem os fones e divulguem as maravilhas do rock'n'roll para os desentendidos desse mundo doido...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dias de céu azul

Well, bom dia meus queridos e queridas!

Por aqui tivemos um final de semana prolongado com muito sol e frio. Fui viajar com meu bem para serra, ficamos acampados num pico maravilhoso de um camping em Patrimonio (esse:cachoeira3quedas )

E acreditem, tudo que podia dar errado deu. Mas sabe que quando é assim, fica muito melhor aproveitar as coisas que dão certo. Nos perdemos para chegar, mas a vista do lugar valeu a pena. A chuva alagou nossa barraca, mas o sol do dia seguinte secou tudo. Nós achamos que o namoro não ia sobreviver aos desentendimentos, mas no final das contas, voltamos ainda mais unidos.
E assim é a vida. Altos e baixos. A gente só precisa aproveitar para rir de tudo que dá errado em nosso caminho, se não, que graça teria? Porque se você não acredita em nada além daquilo que duvida, basta usar a lógica: Se os momentos bons passam rápido, os maus também passam. Simples. Complicado. Bonito até. E você tem que olhar o copo meio cheio, mesmo que ele esteja meio vazio. E deixar que a vida por si só te surpreenda. Porque cara, ela é boa nisso.
Um dia você está de boa, curtindo um show do soultripper com suas amigas naquele barzinho legal, e sua única preocupação é manter o copo de cerveja cheio, porque você está bem consigo mesma. E chega um cara doidinho, que te olhou a noite inteira, xavecando sua amiga, mas no final das contas, era em você que ele queria chegar, e chega. E vocês curtem tanto a noite, como se já se conhecessem, que até esquecem de trocar contato. O tempo passa, e enquanto ele pensa em você lá longe, você sem saber de nada, pensa nele também. Talvez seja sorte, destino, acaso, tanto faz. Um dia se encontram no facebook e enquanto você está curtindo uma bad sozinha em casa, ele te chama para sair. Por que não? Mais uma noite legal, e eles nem imaginam que em breve será muito mais do que isso. Um Eduardo e Monica às avesas. E quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
Ele me disse que seu coração era de pedra. Mas o meu é feito gelo derretido. Ele queria me conhecer melhor. Mas eu mesma prefiro nem tentar me entender. Ele gosta de fazer as coisas do seu jeito. Eu não me dou bem com padrões. Ele diz que vive bem sozinho. Eu nem tanto. Ele é impulsivo. Eu também. Nós brigamos. Nós rimos. Nós dançamos. E as pessoas vão nos olhar e pensar que há algo de errado com a gente. E sabe o que é? O que faz feliz, não costuma fazer sentido. Eu encontrei em sua loucura o meu jeito de me manter sã. Ele encontrou a segurança que precisava em minha incerteza. E quem conseguir enchergar a cumplicidade em nosso olhar entenderá, que pra sempre é muito pouco, e o que vale é ser feliz agora.

Valeu por estar comigo meu amor. Por me ensinar tanta coisa sobre a vida e me aceitar assim, doidinha e fora do ar como eu sou. E por me proporcionar tantos bons momentos, valeu mesmo

Seu hippie.

Dias de céu azul 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Let it be...

"Você nunca sabe a força que tem, até que sua única alternativa é ser forte." - Johnny Depp.

A principio, não acreditei que era verdade. Neguei. Como se isso fosse mudar as coisas de fato. Depois de alguns instantes, comecei a aceitar que poderia ser verdade. E apesar do medo, eu fui confirmar a história. E só então a fixa caiu. O chão sumiu. As lágrimas despecaram. E eu não sabia o que fazer. Eu senti culpa, senti medo, senti raiva, senti tristeza. Foi tudo ao mesmo tempo. Então percebi que o medo era maior, ele dominava todo o resto. E apesar de tudo, eu soube que teria que ser forte. Doeu em mim, o choque foi grande demais. Eu sempre fui daquele tipo que mataria, ou morreria por alguém. Mas isso de nada adianta agora, porque o que eu preciso é ter esperança, pra poder dar esperança. É ser forte, pra poder dar força.
Eu sempre quis segurar todas as suas lágrimas, sumir com todas as dores, enfrentar todos os temores. Sempre quis bater em qualquer um que ouzasse te fazer sofrer. E hoje eu vejo como isso tudo é fútil. Como nossos mundinhos são pequenos afinal. A gente nunca sabe como lidar com a dor, até que ela aparece assim, de surpresa. E por um momento, eu senti medo de perder.
E não foi aquele medo infantil, cheio de possessividade e egoismo. É, talvez um pouco de egoísmo sim. Mas foi um medo de verdade. Um medo que poderia me levar junto se você fosse. Ou pelo menos, um grande pedaço de mim.
Mas aí, olha só como a vida é, eu estava apenas sofrendo por antecedencia. É rídiculo te deixar ir assim, sem lutar. O medo é uma coisa realmente engraçada quando a gente olha pra ele assim, vê o poder que ele tem. Se eu deixasse, o medo me dominaria, me afastaria de você. Me protegeria de uma dor que nem se quer existe. Que não vai existir. Porque nós vamos lutar, eu estarei com você.
Eu queria poder te carregar no colo agora, e te dar a certeza de que sim, tudo ficará bem. Eu já te disse antes, e vou continuar dizendo: ACREDITE. Acredite, porque você nem sabe a força que tem. Mas agora, sua única alternativa é ser forte.
É assustador eu sei. A gente ouve tantas histórias, vê tanta coisa, mas a gente nunca está pronto não é? A gente nunca acredita que pode acontecer com a gente, com alguém que a gente ama. Eu espero que você me perdoe por me manter meio afastada. Você vai me perdoar. Você me conhece bem o suficiente para saber que não foi por mal.
Mas a cada pedra, a cada tropeço, a cada machucado, eu sempre vou estar aqui. Sempre que você precisar. E cara, eu tenho certeza que tudo isso vai passar.


Essa crônica pode ser para qualquer um, para alguém específico, pode ser fictícia ou baseada em fatos reais. Nunca saberão. hahahaha
Mas se te tocar, é para você também.

Hoje eu só quero mandar um pouco de luz e amor para todo mundo. Sejam fortes, pois no final das contas, essa é realmente nossa única alternativa.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Índios

Me perguntaram, "já que eu falo tanto sobre seguir os sonhos", qual era o meu sonho.

"Fotografar, escrever e viajar. De preferencia com alguém do meu lado."

Tão simples que até eu mesma me surpreendi com a facilidade e a rapidez com que eu respondi.
Depois de tantos tempo perdida por aí, finalmente consigo dizer o que quero, o que penso, o que pretendo. Sem medo de ser feliz. Sem peso na consciencia, sem me importar com o tanto de gente que vai me achar maluca. Afinal, de que vale a vida se não for para viver feliz?
Eu não vou ser feliz presa a um escritório. Ganhando um salário razoavel e levando uma vida amena. Eu preciso de mais do que isso. Preciso sair da rotina, sair mundo a fora, estar em constante mutação. Porque nada em mim para. Porque as pessoas ao meu redor sempre se cansam da minha mania de mudar. Estou sempre mudando o cabelo, as unhas, o estilo, os caminhos, os conceitos. Estou sempre morrendo de tédio, sempre querendo novidades, sempre buscando alguma coisa.

 Pelo menos uma vez na vida, todas as pessoas devem sentir isso. Essa vontade vontade de sair da rotina e respirar outros ares. A maioria chama isso de férias. E quando elas acabam, voltam, conformadas, para suas vidas mornas. Isso as faz feliz. E ainda bem que são assim. São elas que fazem o mundo girar. E volta e meia aparece algum doido querendo outra forma de ser feliz.
Renato Russo disse na música Índios, "a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi". Eu sinto essa saudade. É mais que mera curiosidade, e não encontro uma maneira plausivel de explicar se você também não sente. A cura? Não sei se existe. Não sei se quero. Talvez, alguém do meu lado tenha a cura. Talvez a cura seja simplesmente continuar buscando. Eu realmente não sei.

É, cara pálida, e você, com o que você sonha?


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terça-feira, 3 de julho de 2012

É o fim.

Olá meus queridos e queridas!
Como vai a vida? Estão deixando a rotina sufocar seus sonhos ou não?
É, mas esse foi o assunto do post anterior.

Ontem, enquanto estava tentando dormir apesar da tosse maldita que eu estou, algum vizinho idiota fez o que sempre faz: Colocou a mesma música para tocar umas mil vezes com o volume tão alto quanto se não houvesse amanha. A música da vez foi "Eu quero um tchu... Eu quero um tcha...", se é que se pode chamar isso de música né.

"mú-si-ca, s. f. = Arte de combinar os sons. Teoria dessa arte. Realização prática dessa arte. Composição musical. Execução de uma composição musical, por meio da voz ou de instrumentos. Qualquer conjunto de sons agradáveis; harmonia." - DicionárioWeb

Sério, nada contra essa música em específico. Mas sim sobre como as pessoas banalizam a música. Sei lá, é divertido ouvir uma música assim sem sentido no meio de uma festa, num contexto de querer um tchu ou um tcha... Mas ficar ouvindo essa música como se ela fosse realmente boa de ouvir, já é demais para mim. E vocês vão dizer "gosto é gosto, não se discute", e eu digo "DESLIGA A P*RRA DO RÁDIO E VAI LER UM LIVRO".
É a mesma coisa que acontece com o onibus e o funk. Sexta-feira peguei um onibus e uma mulher começou a surtar com os funkeiros-sem-fone-de-ouvido.
"Isso é um lixo, quer viver na merda, viva! Mas não obrigue os outros a viver" - ela dizia. Eu concordo com ela, é claro. Com a opinião dela, não com a atitude. Porque é obivio que isso só serviu para diversão dos babacas que estavam incomodando um onibus inteiro com sua atitude egoista.
O ser humano por si só já é egoista. Eu também sou, não nego. Não nego que sonho com um mundo em que todas as pessoas façam apenas coisas de bom gosto e bom tom. Mas quando eu vou ouvir meus "rockinhos", ponho o fone de ouvido e entro no meu mundinho ideal.
Me explica qual o sentido de incomodar as pessoas com seus gostos banais? Só por encomodar... Porque não estão ganhando nada com isso mesmo.

Depois eu falo que a sociedade está ficando cada vez mais ignorante e a ignorante sou eu.
Cara, se eu começo a falar disso não paro mais.
Mas o que eu quero mesmo dizer é o seguinte: Não vou conscientizar o mundo a refinar seus gostos e mudar seus conceitos. Nem que eu quisesse.  Mas respeite meu espaço. Respeito é a base de qualquer relação, é o básico para se poder viver em sociedade, e eu fico pasma ao ver que o mundo está deixando isso de lado. Estamos a um passo de simplesmente sair por aí comendo rostos alheios, espera, isso já aconteceu nos EUA mês passado!
Bom, mas antes de prever o apocalipse zumbi que está próximo e começar a discutir minhas teorias sem fim sobre a "zumbização" da sociedade - sim, porque ficar ouvindo esses "hits" só pode ser algum sinal de lavagem cerebral em massa - deixo aqui minha mensagem. Espero que, na verdade não espero nada. Quem tem bom senso já sabe e vai concordar com tudo isso. Quem não tem, paciencia... (e haja mesmo muita paciencia).