Então, chegou o dia do textão de fim de ano.
Aquele momento em que todos tendem a dar um tempo de seu caos rotineiro para celebrar a vida, celebrar mais um ano que se foi, aquele sentimento de nostalgia, introspecção, avaliação.
Então, o que você fez?
Você fez alguém feliz? Você se fez feliz? Machucou alguém? Sofreu? Estudou, trabalhou, socializou, o que você aprendeu?
A vida é aquilo passa entra um natal e outro. Um aniversário e outro. E o que você está fazendo de sua vida?
Muitos não tem nem ideia. E eu sou uma.
Todos os anos eu acredito que vai ser diferente, que vou fazer diferente e ser diferente. Todos os anos, alguns mais, outros menos, eu me sinto frustrada. Esse ano foi mais. Foi pesado. Viver, as vezes, é pesado.
Mas a gente tenta. A gente enfrenta. E mesmo naqueles dias em que o simples ato de levantar da cama parece impossível, a gente faz o esforço. E no final de cada dia, eu me sinto vencedora. Mesmo quando eu não sei por quê. Mesmo quando eu não faço ideia do propósito de tudo isso.
A gente tem que se mover. Adiante, sempre adiante. Olhar pra trás só para aprender com nossos próprios erros. E com os erros da humanidade.
Me dói ver tanta barbaridade todos os dias. Tanta indiferença e ignorância. Tanta alienação e hipocrisia.
E se uma coisa eu aprendi e recomendo, é que se quer fazer algo pelo mundo, comece por você - eu sei, já está ficando clichê, mas um bom clichê sempre cai bem.
Esse ano não foi nada do que eu planejei ou desejei. Mas valeu a pena. No meio do caos, eu enfrentei as dificuldades que por vezes quase me derrubaram e adotei novos hábitos que trouxeram um pouco mais de sentido para minha existência nesse mundo.
Mais do que desejar um mundo melhor, brigar com o mundo, tentar abraçar o mundo, o essencial é fazer a sua parte.
Eu sou apenas uma em 7 bilhões. Mas se eu não fizer a minha parte por um mundo melhor, ninguém vai fazer.
E que venha um novo ano.
Que venha cheio de aprendizado e de superação. Que transcenda de amor.
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| Pic Matheus Lessa - Parque Trianon, 2015. |


