Às vezes eu sinto saudade das outras de mim.
Da de semana passada,
da quarta-feira anterior,
da segunda quinzena de julho,
de agosto de 2012.
Algumas eram felizes,
outras tristes,
algumas conformadas,
algumas rebeldes,
ou plenas,
ou foda-se.
Elas
vão se esvaindo de mim.
E nem tudo tem um fim.
Mudam os dias,
os meses,
as estações,
os lugares,
a paisagem,
muda a cena,
muda a música,
muda a
sintonia e a sincronia.
Fica a essência da vontade de mudar,
de nunca parar,
de não desistir.
