domingo, 19 de janeiro de 2025
Domingou
sábado, 11 de janeiro de 2025
Todos os casais são improváveis?
Não somos feitos um para o outro. Não existe felizes para sempre. E, não, esse não é um texto amargurado sobre o amor. Pelo contrário.
Fui assistir ao seu jogo de futebol em um pequeno campeonato. Acho bonito como seus olhos brilham e seu rosto se ilumina já no aquecimento. Sua criança interior transparece, contemplada em chutar a bola de lá para cá com seus colegas.
Nunca fui esportista. Minha criança interior se desespera com o barulho das torcidas e gritos dos jogadores, a iluminação e os cheiros do ginásio me sufocam. Fiquei feliz por ter levado comigo um livro, sai e procurei por um banco distante o suficiente para abafar, mas não calar totalmente os barulhos do ginásio porque queria saber quando o jogo dele estivesse para começar.
Mais tarde conversamos sobre isso. Sobre as satisfações, insatisfações e nostalgia que esse evento nos trouxe, a partir de nossas diferentes vivências e percepções. Sempre que esses assuntos vêm à tona, brinco dizendo que não seríamos amigos na escola, ao que ele zombeteiramente responde que é provável que não, dada nossos 3 anos de diferença de idade, o que inconscientemente complemento com a distância entre nossas cidades de origem.
Então, a despeito de tudo isso, um dia nossos caminhos se cruzaram para valer. Em uma cidade na qual viemos para cursar a mesma universidade, porém em cursos e anos diferentes. Improvável, mas não impossível.
Como num filme clichê em que o atleta e a nerd se apaixonam em circunstâncias improváveis. Só que ao contrário, no contexto em que nos aproximamos não havia essas demarcações evidenciadas em nossas personalidades e o que nos uniu foram nossos pontos em comum.
Afinal, àquela altura da vida já havíamos nos libertado das caixas etiquetadas em que somos colocados e/ou nos colocamos. Então quando digo que não somos feitos um para o outro ou que não existe felizes para sempre, quero dizer que não somos feitos para ninguém em específico e que o que existe é o dia após dia. É preciso que se entenda que somos o que somos em nossa plenitude sozinhos para podermos nos acompanhar.
Cada um veio de um contexto, de uma experiência única e contínua. Se nada é para sempre é porque nós não somos seres estáveis e nossas vidas ímpares nos trouxeram até aqui. Então, talvez, todos os casais sejam mesmo improváveis. Pela soma mágica das probabilidades e coincidências que levam a uma união (e não faço ideia que soma é essa, nunca fui boa em matemática também).
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
Boa volta
E num ímpeto, decidi voltar.
Já fazem mais de 5 anos que não posto nada por aqui. Sabe o que aconteceu nesse tempo? UMA PANDEMIA. Uma m*rda de uma pandemia que nos prendeu em casa por malucos dois anos. E nem foi por isso que parei.
Acho que parei ao me formar na faculdade, ou entrar no mestrado, ou perder uma amiga escritora. Pra ser sincera, eu não faço ideia do porque exato, mas parei. Parei de ler livros por prazer, logo parei de escrever por prazer. Vivi outras coisas, mudei drasticamente meus caminhos. Ainda que sempre tenha me sentido desconexa do mundo, acabei me desconectando dessa parte tão importante de mim.
Mas a questão mais importante talvez não seja do porque parei, mas do por que voltar? Pasme, também não tenho a resposta. No meio das resoluções de ano novo, listei hábitos saudáveis para me guiar. Escrever não estava entre eles, porém ler estava. E nesses primeiros dias de 2025 venho devorando um livro deliciosamente, então me veio o ímpeto não só de escrever, mas de publicar.
"A biblioteca dos sonhos secretos" de Michiko Aoyama, foi um presente que recebi 2023. Deixei exposto em minha estante por achar a capa linda, esperando o momento em que tomaria fôlego para lê-lo e finalmente esse momento chegou. E não poderia haver momento melhor.
Bom, não vou me alongar. Esse é só um alô para sinalizar um novo começo por aqui, já que me ocorreu até mesmo criar outro blog ou escrever em outra plataforma (eu nem sabia se ainda existia por aqui). Mas há uma beleza nostálgica em retomar o Pequeno Frasco que tem me acompanhado há tantos anos, em tantas fases da minha vida.
Para quem lê, ou para minha futura versão retomando estes textos, boa nova volta - em torno do sol, ou em si.



