O próximo passo foi fazer o molho, uma adaptação do patê de alho ensinado por minha mãe, que na minha versão é feito com leite vegetal e tofu, além de alho, limão e sal batidos no liquidificador. Quando tudo já está bem misturado, coloco óleo vegetal em fio para dar liga, da mesma forma que se faz maionese.
Quando as batatas já estavam cozidas, cortei-as no meio e com um garfo raspei de leve a casca de cada uma, as colocando em uma assadeira forrada com sal grosso. Raspei também a parte virada para cima, para acomodar melhor o molho. Salpiquei páprica defumada em cima de cada uma, colocando junto metade de um tomate cereja em cada uma. Em algumas coloquei uma folha de manjericão fresco ou uma rodela de azeitona.
Assim que foram para o forno, o vinho já se aproximava da metade - sinceramente, tomar "uma taça" de vinho não é meu forte. Fiz umas palavras cruzadas e organizei a cozinha, tempo para que as batatas saíssem gratinadas do forno, perfeitas. Tomei o resto do vinho enquanto comia, orgulhosa de ter feito uma refeição tão prazerosa de comer quanto foi de fazer. No dia-a-dia, sempre me canso de cozinhar. Me canso de meu tempero e me sinto sem criatividade para variar. Mas nesse dia de folga me senti inspirada. Concluo que sair da rotina é essencial, ainda que seja para algo tão trivial quanto fazer uma refeição diferente aos domingos.


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