A vida tem um jeito engraçado de nos ensinar as coisas.
Sempre fui daquele tipo que iria até o fim do mundo pra saber se era amor. Pra acabar sempre exausta e sem respostas.
Mas ele não me permitiria isso, então agora sei que é. Sei porque não precisa ser dito nem provado. Sei porque é leve, porque é livre. Sem os pesos e as cobranças, sem a obrigação que tanto sufoca. Os caminhos nem sempre são fáceis, e o tempo e a distância nem sempre estão de acordo. Mas sabe esse sorriso? Foi ele que me deu. E isso eu sei que não há tempo nem contratempo que pode tomar de volta.
Eu não aprendi o que é o amor. Mas que há coisas na vida que não precisam de definição, basta que sejam vividas.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Poeteiro diria
Eu que não sou Zeca Baleiro, andava triste, tristinho... Mais solitário que um paulistano. Nessas cidades onde as luzes da rua oferecem um conforto sufocante aos pobres que não conseguem mais enchergar a poesia que vem das luzes do céu, e o amor se perde em cada esquina e em cada bar. Eu tentei ser legal, tentei ser social, dancei as danças da moda no carnaval. Mas não há consolo nem de noite nem de dia para os romanticos de plantão. Eu me sentei na sarjeta de madrugada, fugindo do bloco, do som alto e toda essa tal diversão, e tentei encontrar o céu. Era um céu estrelado e reconfortante. E por mais solitário que isso fosse, era melhor que qualquer balada da moda. Era ter não sei se a esperança ou a certeza de que em qualquer outro canto distante, outro alguém também estaria olhando para o mesmo céu.
Mas dai ele voltou e hoje tudo são passarinhos amarelos e flores roxas. E até o ar poluido que eu respiro passou a fazer mais sentido. E não há solidão no mundo que seja suficiente, enquanto mesmo no seu silencio, ele continua presente. E ainda que hajam as despedidas que nos afastam, sempre haverão tempos de sentir e de matar as saudades.
Porque o mundo nunca pára, seja no bater dos corações, ou na correria das cidades.
Mas dai ele voltou e hoje tudo são passarinhos amarelos e flores roxas. E até o ar poluido que eu respiro passou a fazer mais sentido. E não há solidão no mundo que seja suficiente, enquanto mesmo no seu silencio, ele continua presente. E ainda que hajam as despedidas que nos afastam, sempre haverão tempos de sentir e de matar as saudades.
Porque o mundo nunca pára, seja no bater dos corações, ou na correria das cidades.
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