Minha vida pode ser resumida na cena de um filme melodramático com uma frase de efeito qualquer - "Yes, I would have loved you... forever" (Closer, 2004). Desencontro após desencontro. Uma doce desilusão com o sabor amargo e solitário de um final. E de um recomeço. Porque eu fácil me esqueço. Porque eu fácil me entrego. Como a criança de canelas roxas e joelhos ralados que vai se meter onde deve se machucar de novo. Por pura teimosia. Descobri que é mais fácil lidar com meus machucados do que fingir que não quero mais e não vou arriscar. Eu quero. Eu preciso. O amor é minha droga. Devastador. Eu amo como quem se droga. Quase nem me dou conta de diferenciar o que realmente amo dos que eu invento amar. Isso eu só descubro no fim. Na abstinência.
Eu não sabia que sentiria sua falta. Mas eu sinto. Eu já senti de outros antes. Desejo sempre que não sinta de outros depois. Tão perto. E tão longe. Tão experiente e segura de si e tão sozinha. Esperando desajeitadamente pela próxima dose. Desejando incorrigívelmente que ela não se esgote. Tão cedo.
Eu não sabia que sentiria sua falta. Mas eu sinto. Eu já senti de outros antes. Desejo sempre que não sinta de outros depois. Tão perto. E tão longe. Tão experiente e segura de si e tão sozinha. Esperando desajeitadamente pela próxima dose. Desejando incorrigívelmente que ela não se esgote. Tão cedo.
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| Pic Matheus Lessa, São Paulo, 2015. |
