quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tic Tac

Aquele bichinho irritante chamado saudade.
Que me faz querer te ver sempre e sempre mais. Fica ali, me cutucando, desde a despedida até a próxima vez que eu vou te ver. E quando será? Eu quero já, já ela diz.
Que me faz ficar vendo e revendo fotos e mais fotos. Vendo e revendo lembranças, as boas e até as ruins. Só pra te sentir mais perto, mais rápido, mais sempre.
Ah, saudade, como você se apossa de mim tão rápido? E o tempo fica todo confuso, faz parecer horas os minutos, e a semana meses, séculos, não acabam nunca...
E tudo por um sorriso. Um abraço apertado de quem faz tanta falta no dia-a-dia, na correria, mas que chato!
Faz querer que todos os dias sejam sábados, sejam domingos e feriados. Sejam só celebração!
Uma saudade egoísta, que não quer dividir, quer sempre e pra sempre só pra si, até os queridos que já se foram.
Mas a saudade, coitada, o que ela pode fazer contra essa carrasca que é a vida? Toda corrida e exigente, sempre cheia dos seus vai-e-vem.
Só pode ficar aqui dentro, me cutucando e enchendo, até que a gente possa se dar aquela brecha nessa maldita vida corrida.
Mas por favor, saudade, vê se me dá um tempo que esse tempo já anda correndo demais...


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