Felicidade.
Foi a palavra exata que encontrei para definir o que estava sentindo. Era um daqueles raros momentos da vida que essa palavra define em vez de procurar definição.
O que é felicidade? O que te faz feliz? Passamos tanto tempo buscando a resposta para essas e outras tantas perguntas que muitas vezes até deixamos passar, deixamos de saborear esses fatídicos momentos de felicidade. E no entanto ela está ali, pairando sobre nossas cabeças ocupadas, basta que nos permitamos senti-la no lugar de busca-la.
As vezes é preciso dar um tempo. Parar e respirar ajuda e muito.
Eu costumo dizer que felicidade é paz de espírito, é deixar as coisas fluírem. É saber que não importa quão longe você está dos seus objetivos, o que vale é não ficar parado. E não importa o tanto que você errou ou sofreu para chegar até aqui, mas as lições que aprendeu pelo caminho e saber que ainda há muito mais sobre o que irá evoluir.
E a felicidade para mim era estar ali, naquele momento. Era perceber que tudo que eu havia vivido antes tinha valido a pena. Era aceitar que a beleza do momento está na incerteza do amanha. E como é bom viver sem promessas e dívidas.
É claro que havia alguma coisa no sol e no sal daqueles dias iluminados, na lua cheia e no ir e vir das marés. Mas naquele momento, naquele quarto escuro, naquelas mãos dadas e nas palavras sussurradas, essa era a única explicação encontrada; felicidade.
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