Eu gosto dos meus drinks amargos, quase sem açúcar. Assim como me ensinaram que a vida deve ser.
Ele gosta dos seus com muito açúcar e
pimenta. Intenso, como ironicamente sempre fui.
E no fundo, para mim, ele é calmaria. Contraponto.
Se sou caos, difícil e cansativo, ele é paciência.
Se sou vulnerável, ele é proatividade.
Se sou força e constância, ele é calmaria, relaxamento.
Não somos um para o outro. Não fomos feitos um para o outro.
Somos um encontro.
De gente destinada e disposta.
Sinceramente, não acho que um exista sem o outro.
E eu o amo.
E sou amada.
E isso é tudo que basta.
Longe, ainda que perto, das amarras e convenções, somos a nossa própria família, nosso jeito, nossa língua, nossa pátria.

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