terça-feira, 18 de setembro de 2018

Empoderamento próprio

A capacidade de se amar vária. Uns dias mais, outros dias menos. Sempre me preocupei muito com a perfeição, até descobrir que ela é inatingível e mesmo depois, ela ainda me assombra. Eu quero amar cada curva, cada mancha, cada pelo, cada espinha, cada estria e celulite, cada pedacinho desproporcional e fora do padrão.
Eu quero me amar. Sabendo que eu não sou um pedaço de carne, que não preciso da aprovação de ninguém e que não quero agradar homem nenhum e nem me comparar a mulher nenhuma, pois somos únicas e maravilhosas a nossa própria maneira. Quero aceitar a minha própria maneira. Eu quero me amar e me reconhecer como a mulher que sou, sem buscar aquela que me disseram que eu deveria ser, que me puxa para baixo numa espiral de fracassos e submissão. Eu mereço ser, amar e ser amada como a mulher que sou. E você também, mana. Todas nós ♀
Eu sei que parece fácil, pra uma mulher branca e relativamente magra publicar uma foto e um textão desses (esse texto foi publicado originalmente no meu Instagram @mariliarital), mas ainda assim não é. Ainda assim me sinto a sombra de padrões estéticos, e mesmo morais, difíceis de quebrar.
Não deixe que a sociedade te imponha seus padrões e suas convicções. Não caia na falácia patriarcal de que "sempre foi assim" ou se deixe sucumbir pelo machismo nosso de cada dia. Nós somos e podemos muito mais, eles só não querem que saibamos disso.

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