Amor sempre foi e provavelmente sempre será o grande tema da minha vida. Com tempo, com os tropeços e os estilhaços em que tantas vezes me transformei por amor, descobri e tomei para mim uma verdade que precisa ser compartilhada: não foi por amor. Foi pela romantização do amor ideal. Por isso eu digo, e grito se for preciso:
É preciso desromantizar o amor para poder amar de verdade.
E digo mais, esse é um exercício constante. É se lembrar a todo momento que se relacionar com quem quer que seja requer responsabilidade e reciprocidade, sabendo que a outra pessoa, por mais próxima que pareça em idéias e gostos, é um outro ser, com outras vivencias, outras formas de ver o mundo através de suas próprias emoções e razões construídas ao longo de uma série de venturas e desventuras, assim como você, como eu.
É preciso, principalmente, desromantizar o sofrimento, o sacrífico que pode ser estar com alguém. Desromantizar as brigas, os jogos psicológicos que nem sempre temos noção de que estamos jogando, mas jogamos o tempo todo. É preciso desromantizar a noção de que o amor é capaz tudo, que cura tudo, que supera tudo. Esse amor vendido nos filmes e nos livros, pregado aos sete ventos a todo momento, não é real.
Na realidade somos apenas seres humanos em busca de algo, ou alguém, que torne nossa própria experiência nesse mundo mais real e mais suportável.
Então ame. Ame quem e como for. Só não ame pela idealização patológica que nos ensinaram sobre o amor.

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