quarta-feira, 2 de abril de 2014

Perecível

Certa vez me disseram que tudo que acontece, acontece da única maneira possível para nossa evolução. Aceitei isso como verdade plena e, de certa forma,  reconfortante. Tive que aceitar. Que outra justificativa para tanta barbaridade e sofrimento que há nesse mundo?
Somos seres mutantes e mutáveis, somos efêmeros, perecíveis e errantes.
Erramos ao acreditar, ou simplesmente esquecer por algum instante do contrario, que somos eternos e plenos, que temos o controle ou o domínio sobre o que quer seja, ou quem seja.
Somos únicos. Criamos e desfazemos laços, damos um nó vez ou outra e até remendamos pedaços soltos, mas continuamos a ser únicos e ímpares.
Feliz é aquele que aceita. Supera. Nem sempre é fácil, eu mesma vivo tendo que me lembrar dessas obviedades que tanta gente ainda nem se deu ao trabalho de enxergar. É mais fácil lamentar. É mais fácil praguejar e duvidar de sua fé. Mais fácil se entregar a dor e ignorar a naturalidade da vida.
Tudo que nasce, perece e morre. O que varia é o que se vive e o que se faz entre um momento e outro. Nem sempre será como queremos e com certeza isso te surpreenderá em algum momento. E como será então? Se tudo que você é e tudo que você ama cedo ou tarde vai acabar, nada te impede de fazer o melhor enquanto pode. Você pode?

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