Vivemos de nos alienar. Pra quê? Pra parar de sonhar, de sangrar, de amar. Aonde ainda resta disposição para lutar? Acorda, que a vida tem sempre mais um sonho pra gente sonhar, mais uma luta pra poder realizar. Mais um amor pra gente compartilhar. Uma página a mais pra gente virar.terça-feira, 30 de abril de 2013
Rima urbana
Corações se partem e se
repartem na velocidade em que o metrô passa. São tantos sons e tantas
vidas que perdemos a conta. Perdemos o rumo, perdemos a fé. Onde mora o
amor? Onde se conserta um coração? Vivemos remendados, aos trapos e
sorrisos falsos. Vivemos de aparência, nessa cova rasa onde nos
enterramos vivos, nossos sentimentos, nossos batimentos, nossa alegria e
nossa motivação. Vivemos para concertar os erros, para lamentar o
passado, para ignorar nosso futuro e nosso presente, sem estar de mente
presente. A vida é um presente que insistimos em desperdiçar. Entre tantas idas e vindas, tantos lamentos e descontentamentos desatentos.
Vivemos de nos alienar. Pra quê? Pra parar de sonhar, de sangrar, de amar. Aonde ainda resta disposição para lutar? Acorda, que a vida tem sempre mais um sonho pra gente sonhar, mais uma luta pra poder realizar. Mais um amor pra gente compartilhar. Uma página a mais pra gente virar.
Vivemos de nos alienar. Pra quê? Pra parar de sonhar, de sangrar, de amar. Aonde ainda resta disposição para lutar? Acorda, que a vida tem sempre mais um sonho pra gente sonhar, mais uma luta pra poder realizar. Mais um amor pra gente compartilhar. Uma página a mais pra gente virar.
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