Não entendo de gente que mente, que finge, que foge. Encaro a realidade de frente, doa a quem doer, dói mais sempre em mim. Ainda assim, eu prefiro. Prefiro olhos nos olhos e franqueza na voz. Prefiro um não sincero do que um sim meio incerto.
Na verdade é tudo bem simples, não tem porque complicar. Me olhe nos olhos e tenha coragem de me encarar, com minhas verdades e meus instintos. Tão transparente que chego a ser misteriosa, e nem sei dos mistérios que carrego dentro de mim.
Mas eu gosto de gente que tem coragem de ser assim, simples em toda sua complexidade. Em toda complexidade e o caos do mundo. Às vezes eu tomo direções contrárias, às vezes me calo quando deveria falar e falo demais quando é mais certo me calar. Às vezes eu falho onde mais desejo acertar.
O fato é que não existem respostas certas ou respostas erradas. Nem existem meias verdades ou mentiras bem intencionadas. Sinceridade se carrega no olhar. Olhar de gente corajosa que não tem medo de errar e acertar e concertar. Gente que de tão transparente, não encontra lugar nesse mundo doente onde possa se encaixar.
"Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas agora..." (Legião Urbana)

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